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Oficiais de Trump avaliam envio de 1.100 afegãos para o Congo

Governo dos EUA avalia enviar até 1.100 afegãos que ajudaram forças americanas para a República Democrática do Congo, após encerrar programa de reassentamento nos EUA

Afghans prepare to to be evacuated aboard a Qatari transport plane, at Hamid Karzai international airport in Kabul, Afghanistan, on 18 August 2021.
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  • Autoridades da administração Trump discutem enviar até 1.100 afegãos que auxiliaram as forças dos EUA para a República Democrática do Congo (DRC), conforme confirmação de uma ONG nesta terça-feira.
  • O grupo, com mais de mil pessoas, está retido no Catar há um ano e inclui intérpretes, parentes de militares e mais de 400 crianças.
  • Segundo o Times, os afegãos foram evacuados para o Catar para proteção, já que a parte externa do Afeganistão está sob controle dos talibãs desde a retirada dos EUA.
  • A DRC enfrenta uma crise de deslocamento, com 8,2 milhões de pessoas deslocadas até setembro de 2025, expectativa de chegar a 9 milhões até o fim do ano.
  • Duzentos dos 1.100 não estariam elegíveis para o reassentamento nos EUA; 900 seriam potenciais candidatos, e há possibilidade de buscar outros países para os 200 restantes.

O governo de Donald Trump está em negociações para, potencialmente, enviar até 1.100 afegãos que auxiliaram forças dos EUA durante a guerra no Afeganistão para a República Democrática do Congo (RDC). A confirmação partiu de uma organização sem fins lucrativos na terça-feira.

Os encontros sobre reassentamento surgem após a decisão da administração de encerrar uma iniciativa que permitia que afegãos que apoiaram os esforços militares dos EUA solicitassem reassentamento nos Estados Unidos. O grupo inclui intérpretes, familiares de militares e mais de 400 crianças, todos atualmente retidos no Catar há aproximadamente um ano.

Segundo a Times, os afegãos foram evacuados para o Catar para proteção, já que o Afeganistão voltou a ficar sob controle do Talibã após a retirada dos EUA. A RDC enfrenta uma crise de deslocamento com milhões de pessoas forçadas a deixar suas casas, agravada por décadas de conflito.

Envolvidos e cenário humanitário

Shawn VanDiver, presidente da ONG AfghanEvac, disse ter tomado conhecimento das discussões por meio de contatos no Departamento de Estado dos EUA. Ele afirmou que cerca de 900 dos 1.100 afegãos no Catar seriam elegíveis para o reassentamento nos EUA.

Entre os não elegíveis, estimou VanDiver, estariam cerca de 200 pessoas que poderiam ser encaminhadas a outros países, menos a RDC, diante da piora da situação de violência no país. VanDiver apontou que entre 100 e 150 são membros de famílias com militares em serviço, e mais de 700 são mulheres e crianças.

Possíveis desdobramentos e posição oficial

A ONG destacou que uma mudança de política poderia resolver o impasse, sugerindo que membros já qualificados do programa pudessem ser liberados para ingresso nos EUA. O Departamento de Segurança Nacional foi citado como parte do debate, mas não há confirmação de decisões finais.

Um porta-voz do Departamento de Estado afirmou que as autoridades continuam buscando opções de reassentamento voluntário para os afegãos residentes no Camp As-Sayliyah, no Catar. O governo norte-americano disse ainda que deslocar o grupo para um terceiro país seria uma solução positiva para a segurança deles e de cidadãos americanos, sem detalhar negociações em curso.

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