- Pelo menos 26 embarcações da “frota paralela” do Irã contornaram o bloqueio dos EUA no Mar Arábico desde 13 de abril, segundo a Lloyd’s List Intelligence.
- Destas, 11 navios-tanque carregavam mercadorias iranianas que deixaram o Golfo de Omã ou o Golfo Pérsico desde o início do bloqueio.
- Os Estados Unidos começaram o bloqueio naval, com ações para impedir passagem de embarcações com origem ou destino em portos iranianos.
- O Exército americano informou que 27 embarcações deram meia-volta diante da operação.
- O Estreito de Ormuz, essencial para o petróleo mundial, ficou fechado pela Guarda Revolucionária Islâmica, com o regime iraniano recolocando-o em funcionamento e depois fechando novamente após declarações dos EUA.
Ao menos 26 navios da chamada “frota paralela” do Irã contornaram o bloqueio naval imposto pelos EUA no Mar Arábico desde 13 de abril, aponta a Lloyd’s List Intelligence. A operação mira embarcações com origem ou destino em portos iranianos.
A empresa de dados afirma que 11 desses navios-tanque transportavam mercadorias iranianas, saindo do Golfo de Omã ou do Golfo Pérsico. O bloqueio envolve monitoramento rigoroso de rotas e verificações de cargas.
Desde o início da medida, o Exército dos EUA afirma ter interceptado um cargueiro iraniano que tentou passar pelo bloqueio. Washington mantém a imposição até que haja acordo com o Irã, segundo autoridades americanas.
O estreito de Ormuz continua sob controle da Guarda Revolucionária Islâmica, que já havia fechado o canal em fevereiro, em meio a tensões. Na sexta, o chanceler iraniano anunciou a reabertura, mas o bloqueio americano persistiu, segundo fontes oficiais.
Bloqueio e desdobramentos
Segundo dados da Lloyd’s List Intelligence, 27 embarcações deram meia-volta diante da presença naval dos EUA. A União Europeia e outras potências monitoram a situação com receio de impactos sobre o fluxo de petróleo na região.
O governo americano reiterou que o bloqueio permanece ativo para evitar o trânsito de cargas ligadas ao Irã. Autoridades ressaltam que o objetivo é impedir atividades que possam desestabilizar a região ou violar sanções.
O Irã, por sua vez, confirmou a retomada de operações no estreito em meio a rumores de cessar-fogo na região. Analistas destacam que as mudanças diplomáticas têm reflexos diretos na navegação e no comércio marítimo.
As próximas semanas devem esclarecer se novas medidas diplomáticas evoluirão ou se a estratégia de bloqueio se manterá, com impactos potenciais na disponibilidade de petróleo mundial e nos mercados internacionais.
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