- O Clã do Golfo, principal cartel de cocaína da Colômbia, diz que é impossível firmar paz com o governo de Gustavo Petro, cujo mandato termina em agosto.
- O cartel negocia desarmamento em troca de benefícios judiciais desde setembro do ano passado, dentro da política Paz Total.
- Os diálogos no Catar acontecem sem trégua formal, embora algumas frentes tenham suspendido ações em áreas acordadas.
- O advogado do grupo afirmou que a paz deve avançar “com o Estado” e após o fim do mandato de Petro, não necessariamente com o governo.
- Autoridades colombianas e observadores da OEA disseram que o processo começou tarde, mas segue fortalecido e com avanços.
O Clã do Golfo, principal cartel de tráfico de cocaína na Colômbia, afirmou que é impossível selar a paz com o governo atual, cujo mandato encerra em agosto. A declaração foi feita pelo advogado da organização nesta terça-feira, 21, em Bogotá.
Segundo Ricardo Giraldo, representante legal do Exército Gaitanista da Colômbia, o objetivo é que o processo de paz siga adiante com o Estado, mesmo após o fim do governo de Gustavo Petro. A afirmação foi feita durante entrevista coletiva.
O cartel negocia, desde setembro do ano passado, desarmamento em troca de benefícios legais, dentro da política de Paz Total lançada por Petro para encerrar o conflito armado no país. Algumas frentes do grupo já suspendem ações armadas em áreas acordadas.
Agueda Plata, delegada do governo colombiano, acompanhou a coletiva junto de observadores da Organização dos Estados Americanos. Giraldo destacou que o diálogo começou tardiamente, mas que o processo permanece forte e com avanços relevantes.
Estima-se que o Clã do Golfo tenha cerca de 10 mil combatentes, segundo fontes independentes, e as negociações acontecem no Catar sem uma trégua formal vigente. O andamento depende de garantias e do alinhamento entre Estado e organização.
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