- Cerca de 7.904 pessoas morreram ou desapareceram em rotas migratórias no ano passado, segundo a Organização Internacional para as Migrações.
- Mais de quatro em cada dez mortes e desaparecimentos ocorreram em rotas marítimas para a Europa, incluindo os chamados “naufrágios invisíveis”.
- A queda em relação ao recorde de 9.197 em 2024 deveu‑se, em parte, a 1.500 casos suspeitos não verificados por cortes na ajuda.
- A rota da África Ocidental para o norte somou cerca de 1.200 mortes; a Ásia registrou números recordes, com centenas de refugiados Rohingya.
- A diretora-geral da OIM, Amy Pope, afirma que as rotas mudam por conflitos, clima e políticas, mas os riscos permanecem extraordinários.
Cerca de 8.000 pessoas morreram ou desapareceram em rotas migratórias no ano passado, com as trajetórias para a Europa registrando o maior índice de fatalidades. A informação foi divulgada por uma agência da ONU nesta terça-feira, em Genebra.
A Organização Internacional para as Migrações (OIM) enfatizou que, apesar da redução frente ao recorde de 2024, as cifras permanecem dramáticas. A chefe do departamento humanitário, Maria Moita, apontou o resultado como um fracasso coletivo de evitar tais tragédias.
Segundo a OIM, 7.904 pessoas foram mortas ou dadas como desaparecidas no período. A queda em relação ao ano anterior deveu-se, em parte, à redução de cerca de 1.500 casos suspeitos não verificados, devido a cortes na ajuda humanitária.
Rotas mais perigosas para a Europa
Mais de quatro em cada 10 mortos ou desaparecidos ocorreram em rotas marítimas para a Europa, classificadas como as mais mortais. Muitos casos são descritos como “naufrágios invisíveis”, com embarcações inteiras não localizadas.
A rota da África Ocidental para o norte registrou aproximadamente 1.200 mortes. A Ásia também apresentou números recordes, com centenas de refugiados Rohingya fugindo de violência em Mianmar ou da crise em Bangladesh.
“As rotas estão mudando em função de conflitos, pressões climáticas e políticas, mas os riscos permanecem reais”, afirmou Amy Pope, diretora-geral da OIM, em comunicado. Por trás dos números estão pessoas e famílias à espera de notícias incertas.
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