- Avraham Zarbiv, reservista e operador de um bulldozer blindado, será quem acenderá a tocha na celebração do dia da independência de Israel.
- Ele ficou conhecido por vídeos em Gaza demolindo casas de civis e por falas de destruição, o que levou o grupo de direitos humanos B’Tselem a acusar a escolha de endossar genocídio e limpeza étnica.
- Zarbiv está entre 14 pessoas selecionadas por “contribuição extraordinária à sociedade e ao estado”, junto a um cientista, um chef com estrela Michelin, um médico, membros das forças de segurança e empreendedores.
- A ministra Miriam Regev citou a liderança dupla dele, de rabino e soldado, como motivo para a escolha; o exército disse que ele não foi selecionado em coordenação com as Forças de Defesa de Israel.
- O texto ressalta ainda que ele já foi censurado por declarações extremistas e que, em seu próprio caso, sua casa em um assentamento não autorizado está sob ordem de demolição desde 2000, ordem que nunca foi aplicada.
Avraham Zarbiv, reservado com atuação como operador de D9, foi escolhido para acender a tocha na celebração do dia da independência de Israel. A indicação ocorreu na semana em que o país celebra a data nacional, em meio a controvérsia sobre o perfil do homenageado e seu histórico de destruição de casas em Gaza. A cerimônia ocorre na capital, com participação de autoridades civis e militares.
Zarbiv ficou conhecido por vídeos em que aparece promovendo ações de demolição de casas de civis em Gaza, frequentemente acompanhado de mensagens agressivas. Em declarações de voz, ele afirma que pretende destruir estruturas que julga serem parte de um grupo adversário, tornando seu papel na cerimônia um ponto de debate público.
A escolha foi anunciada pela governo, com justificativas ligadas a liderança dual de Zarbiv como rabbi e reservista, imagem apresentada como inspiradora em termos de serviço público. Críticos afirmam que a decisão transmite apoio a políticas de punição coletiva e à desumanização de palestinianos.
Entidades de direitos humanos condenaram a escolha, dizendo que ela simboliza apoio a genocídio, limpeza étnica e crimes de guerra. Em resposta, porta-vozes do governo disseram que a cerimônia não representa posição militar oficial, destacando que o evento não envolve a coordenação com as forças armadas.
A jornalistas, representantes da IDF ressaltaram que Zarbiv não foi selecionado em coordenação com as Forças de Defesa e que ele não é um representante oficial das tropas no ato de acendimento da tocha. Diversas organizações seguem monitorando a repercussão internacional dessa decisão.
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