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Rejeição a Trump atinge 62% em meio a guerra no Irã e embate com o papa

Rejeição a Trump fica em sessenta e dois por cento em meio à guerra com o Irã e atrito com o papa Leão XIV, pressionando aprovação e apoio político

Presidente dos EUA, Donald Trump, publicou nas redes imagem gerada por IA, na qual se retrata como Jesus Cristo, após criticar o papa Leão XIV. 13/04/2026 - (Mandel Ngan e TruthSocial/AFP)
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  • Rejeição a Trump fica em 62% na pesquisa Reuters/Ipsos, o nível mais alto de seu segundo mandato.
  • Apenas 36% aprovam o desempenho, o mesmo índice de um mês atrás; aprovação maior foi 47% logo após a posse.
  • A guerra contra o Irã elevou os preços da gasolina e 36% aprovam as ações militares dos EUA.
  • 51% dos americanos dizem que a lucidez mental de Trump piorou no último ano, incluindo 14% dos republicanos.
  • Ataques a Leão XIV e críticas ao papa aumentaram a tensão política, enquanto a avaliação sobre a guerra no Oriente Médio permanece negativa para a maioria.

A rejeição a Donald Trump continua elevada entre eleitores americanos, chegando a 62% segundo a pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta terça-feira, 21. O levantamento foi feito entre seis dias e finalizado no dia 20, em meio a tensões com o Irã e a briga com o papa Leão XIV.

A aprovação de Trump ficou em 36%, o mesmo patamar de um mês atrás. A taxa mais alta de aprovação, 47%, foi registrada logo após sua posse, em 20 de janeiro de 2025. O recuo ocorre em um momento de volatilidade política e militar no Oriente Médio.

A pesquisa aponta pressão sobre o temperamento do presidente de 79 anos, com apenas 26% considerado equilibrado. Entre republicanos, 53% veem equilíbrio, 46% não, e 7% não responderam; entre democratas, 7% têm a percepção de equilíbrio. A visão entre independentes é mais crítica.

Contexto econômico e militar

O debate público acompanha a guerra dos EUA com o Irã iniciada em fevereiro, que elevou os preços da gasolina. A pesquisa aponta que apenas 36% aprovam os ataques militares. O cessar-fogo entre Teerã e Washington aparece frágil, com previsão de expiração em 22 de abril, segundo Trump.

A metodologia do levantamento considerou o clima de explosões de raiva e críticas ao governo, refletindo preocupações com o temperamento presidencial. Além da tensão com o Irã, Trump criticou o papa e intensificou ataques verbais contra o Vaticano nas redes sociais.

Percepção sobre lucidez e alianças

Cerca de 51% dos americanos afirmam que a lucidez mental de Trump piorou no último ano, incluindo parte dos republicanos. Em contraste, o apoio ao posicionamento da Casa Branca frente à Otan é modesto, com apenas 16% apoiando a ideia de retirada dos Estados Unidos da aliança.

A entrevista também revela que a eleição direta pela população está inserida em um cenário de críticas ao desempenho do governo em temas de custo de vida. Sobre a esfera externa, a maioria questiona a eficácia de ataques no Oriente Médio para a segurança nacional.

Avaliação sobre o custo de vida e segurança

O apoio de Trump à gestão do custo de vida ficou em 26%, o menor patamar já registrado. Em relação aos ataques contra o Irã, apenas 26% veem valor estratégico, enquanto 57% dos republicanos acreditam em benefício. A expectativa de aumento de segurança é baixa entre democratas, com 25% abrindo essa possibilidade.

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