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Rússia sofre grande queda na produção de petróleo por ataques ucranianos

Queda estimada entre 300 mil e 400 mil barris por dia na produção de petróleo da Rússia em abril, causada por ataques de drones ucranianos a portos e refinarias

Imagem de satélite mostra fumaça subindo do porto russo de Ust-Luga, no Mar Báltico — Foto: Vantor/Divulgação via Reuters
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  • A produção de petróleo da Rússia pode ter caído entre trezentos mil e quatrocentos mil barris por dia em abril, devido a ataques de drones ucranianos contra portos e refinarias e à interrupção do único oleoduto russo para a Europa.
  • Fontes não identificadas pela Reuters dizem que essa é a queda mensal mais acentuada desde a pandemia, com o nível de abril abaixo da média do início do ano.
  • Os ataques atingiram portos importantes no Mar Báltico (Ust-Luga e Primorsk) e no Mar Negro (Porto de Novorossiysk), além de refinarias.
  • O fluxo pelo oleoduto Druzhba para Hungria e Eslováquia permanece interrompido após ataques à infraestrutura no fim de janeiro.
  • A Agência Internacional de Energia reduziu a projeção de oferta da Rússia em cerca de 120 mil barris por dia para o restante do ano, citando danos à infraestrutura; em março, a produção foi de 8,96 milhões de bpd, segundo a AIE, e a OPEP estima 9,2 milhões de bpd.

A Rússia pode ter reduzido a produção de petróleo em abril devido a ataques de drones ucranianos contra portos e refinarias, bem como à interrupção do único oleoduto russo restante para a Europa, segundo cinco fontes e cálculos da Reuters.

Estimativas apontam uma queda de cerca de 300 mil a 400 mil barris por dia, em relação à média de produção nos primeiros meses de 2024. A redução pode ser a maior mensal desde a pandemia.

O petróleo russo é central para a economia do país, com base na bacia da Sibéria Ocidental. Quedas na produção afetam receitas do segundo maior exportador mundial.

Drones ucranianos

A Ucrânia intensificou ataques contra infraestruturas russas, incluindo portos no Mar Báltico e no Mar Negro, além de refinarias. Os ataques elevaram riscos de interrupções prolongadas na oferta.

Portos de Ust-Luga, Primorsk e Novorossiysk foram visados, com incêndios ligados aos drones relatados por veículos oficiais e imprensa local. Refino também foi atingido em ataques recentes.

Paralisações de exportação ocorreram ainda por causa do Druzhba, oleoduto que leva petróleo para Hungria e Eslováquia, interrompido desde ataques no fim de janeiro.

Perspectivas de oferta

A Agência Internacional de Energia revisou para baixo sua projeção de oferta russa, citando danos à infraestrutura. A AIE afirma que aumentos de produção no curto prazo são improváveis.

Dados da AIE mostram alta da produção russa em março para 8,96 milhões de barris/dia, ante 8,67 milhões em fevereiro. A OPEP, por sua vez, estima produção estável em março em 9,2 milhões.

Demais impactos macroeconômicos se conectam à conjuntura de preços elevados, que podem influenciar o déficit orçamentário, segundo o ministro russo das Finanças, Anton Siluanov.

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