- Começam nesta terça-feira, 21, em Nova York, as sabatinas dos quatro candidatos à Secretaria-Geral da ONU, etapa preliminar para escolher o sucesor de António Guterres.
- Cada postulante terá três horas de perguntas de representantes de 193 Estados-membros e da sociedade civil, em formato que busca mais transparência.
- Os candidatos são Michelle Bachelet (Chile), Rafael Grossi (Argentina), Rebeca Grynspan (Costa Rica) e Macky Sall (Senegal).
- A participação de três brasileiros da América Latina reforça a ideia de rodízio geográfico, mas a decisão final ainda depende do Conselho de Segurança, cujo veto é exercido pelos cinco membros permanentes.
- O próximo secretário-geral assume em 1º de janeiro de 2027, em meio a crises como a guerra na Ucrânia, tensões no Oriente Médio e desafios climáticos.
As sabatinas dos candidatos à Secretaria-Geral da ONU terão início nesta terça-feira, 21, em Nova York. O processo, que ocorre em duas sessões, marca a etapa preliminar para substituir António Guterres, cujo mandato termina no fim do ano.
Quatro nomes participam: Michelle Bachelet, Rafael Grossi, Rebeca Grynspan e Macky Sall. As audiências são abertas a representantes de 193 Estados-membros e à sociedade civil, com perguntas de até três horas para cada candidato.
O formato, criado em 2016, busca mais transparência. A escolha final ainda depende do Conselho de Segurança, em especial dos cinco membros com poder de veto.
Quem são os candidatos
Michelle Bachelet, 74, lidera entre as candidaturas de destaque. Ex-presidente do Chile e ex-alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, defende mais cooperação e defesa de direitos.
Rafael Grossi, 65,-chefe da AIEA desde 2019, pacifica negociações nucleares e questões de segurança. Sua linha inclui retomar as bases fundacionais da ONU e fortalecer o sistema de segurança internacional.
Rebeca Grynspan, 70, economista e ex-vice-presidenta da Costa Rica, comanda a Unctad. Destaca fortificar os valores da Carta da ONU diante de um cenário global fragmentado.
Macky Sall, 64, ex-presidente do Senegal, é o único fora da região das Américas. Defende desenvolvimento como caminho para a paz, diante de pobreza e crise climática, mas enfrenta críticas internas no país.
Como funciona o processo
Mesmo com a abertura, a decisão permanece com o Conselho de Segurança. Os cinco membros permanentes podem vetar qualquer indicação, influenciando fortemente o resultado.
A eleição ocorrerá para tomar posse em 1º de janeiro de 2027. O cenário internacional atual envolve a guerra na Ucrânia, tensões no Oriente Médio, mudanças climáticas e disputas comerciais.
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