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Tráfego marítimo via Estreito de Ormuz permanece praticamente parado

Tráfego no Estreito de Ormuz permanece quase parado, com apenas três navios nas últimas 24 horas, enquanto bloqueio dos EUA aos portos iranianos aumenta restrições

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  • O tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz permaneceu praticamente parado nesta terça-feira, com apenas três navios passando pela passagem nas últimas 24 horas.
  • A tensão envolve bloqueio dos EUA aos portos iranianos e as restrições de Teerã no estreito, que normalmente movimenta cerca de um quinto do petróleo e gás natural líquidos mundial.
  • Navios identificados: Ean Spir (cabotagem sem bandeira/proprietário conhecidos) e Lian Star (sem bandeira/proprietário conhecidos) navegaram por Ormuz após escalas em portos iranianos.
  • Também passou pelo estreito, na segunda-feira, o Meda (cabotagem sem bandeira/proprietário conhecidos) em segunda tentativa de deixar o Golfo, segundo análise de satélite.
  • O estreito já foi aberto e fechado temporariamente pelo Irã recentemente; navios permanecem em alerta, com possibilidade de novos conflitos e apreensão de embarcações em águas internacionais.

O tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz manteve-se praticamente parado nesta terça-feira, com apenas três navios passando pela rota nas últimas 24 horas, conforme dados de navegação. O estreito, que normalmente movimenta cerca de 20% do petróleo e gás natural líquidos mundial, viu restrições provocadas por tensões regionais.

O bloqueio dos portos iranianos feito pelos EUA intensifica a pressão de Teerã, que passou a adotar próprias limitações no corredor estratégico. A situação agrava a já elevada insegurança na região e afeta o fluxo de mercadorias com impacto global.

Entre as embarcações que atravessaram Ormuz, o navio-tanque de produtos Ean Spir, sem bandeira ou proprietário conhecidos, navegou pelo estreito após escala em um porto iraquiano, de acordo com dados da MarineTraffic.

O cargueiro Lian Star, igualmente sem bandeira ou proprietário conhecidos, também transitou o estreito partindo de um porto iraniano, segundo as informações de rastreamento.

Separadamente, o navio-tanque de gás liquefeito de petróleo Meda chegou aos Emirados Árabes Unidos e atravessou o estreito na segunda-feira, em nova tentativa de deixar o Golfo, após retrocessos anteriores, conforme análise de satélite da SynMax.

Essa pequena fração de navios contrasta com os cerca de 140 que passavam diariamente antes dos eventos de fim de fevereiro, quando a guerra entre EUA, Israel e Irã se intensificou.

Após o Irã anunciar brevemente a abertura do canal na sexta e, em seguida, o fechamento no sábado, mais de uma dúzia de navios já transitaram pelo estreito, antes dos próximos desdobramentos.

Corretores de navegação destacaram que mesmo embarcações com requisitos aparentes para trânsito sob os dois bloqueios podem enfrentar riscos e não conseguir passar, conforme nota recente da BRS.

À medida que as tensões continuam, um cessar-fogo entre EUA e Irã se mostra incerto. Teerã não confirmou participação em novas negociações, enquanto os EUA informaram apreensão de um navio-tanque ligado ao Irã em águas internacionais.

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