- O tráfego pelo estreito de Ormuz segue amplamente interrompido, com apenas três embarcações passando nas últimas 24 horas.
- O bloqueio dos Estados Unidos aos portos iranianos levou Teerã a manter suas restrições sobre o estreito, que costuma responder por cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito globais.
- O petroleiro Ean Spir, sem bandeira ou proprietário conhecidos, atravessou Ormuz nesta terça-feira; o cargueiro Lian Star também sem bandeira navegou pelo estreito a partir de um porto iraniano; o navio-tanque Meda, sem bandeira conhecida, cruzou na segunda-feira.
- Navios atingidos pelas mudanças de acesso chegaram a atravessar o estreito após o Irã declarar o estreito aberto na sexta-feira, mas Teerã disse que o canal estava fechado no sábado, elevando o risco para possíveis negociações de paz.
- A ONU informou que centenas de navios e cerca de vinte mil marinheiros permanecem retidos no Golfo; a corretora BRS estima que sessenta e um superpetroleiros não ligados ao Irã estão presos ali, com cinquenta carregando cargas de até dois milhões de barris cada.
O tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz permaneceu amplamente interrompido nesta terça-feira, com apenas três embarcações passando pela via nas últimas 24 horas, segundo dados de navegação. A maior parte das travessias foi suspensa após o bloqueio dos Estados Unidos aos portos iranianos, o que levou Teerã a manter suas próprias restrições sobre o estreito.
Entre as embarcações que conseguiram atravessar houve navios de carga com origem e bandeira não identificadas. O petroleiro de produtos Ean Spir cruzou Ormuz após uma escala em um porto iraquiano, conforme rastreamento da MarineTraffic. O cargueiro Lian Star também navegou pelo estreito vindo de um porto iraniano, segundo os mesmos dados.
Separadamente, o navio-tanque de gás liquefeito de petróleo Meda realizou a segunda travessia, passando pelo estreito após ter feito escala nos Emirados Árabes Unidos, e retornando ao Golfo de forma intermediária, de acordo com a análise por satélite da SynMax. Esses três trajetos representam apenas uma fração dos cerca de 140 navios que costumavam transitar o estreito diariamente antes da escalada da guerra entre EUA, Israel e Irã em 28 de fevereiro.
A interrupção afeta o fluxo global de petróleo, já que o Estreito de Ormuz costuma responder por cerca de um quinto do fornecimento mundial de petróleo e gás natural liquefeito. Autoridades marítimas apontam que a situação envolve riscos para navios que tentam cumprir os critérios de passagem diante dos bloqueios.
Subitamente, a situação mostra-se instável: centenas de navios permanecem no Golfo em verificação de rotas, com estimativas de que milhares de marinheiros estão impedidos de navegar. A Organização das Nações Unidas, representada pela agência marítima, destacou preocupação com a segurança dos tripulantes diante dos avanços dos bloqueios.
Situação no Golfo e eventuais desdobramentos
A Administração dos EUA declarou apreensão de um petroleiro ligado ao Irã em águas internacionais, elevando tensões na região. O Exército do Irã informou que um petroleiro iraniano entrou em águas territoriais na última segunda-feira com apoio da Marinha iraniana, apesar de avisos da força-tarefa naval dos EUA. A comunidade internacional acompanha de perto a evolução das negociações de paz, que parecem fragilizadas diante dos recentes acontecimentos.
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