- O tráfego pelo Estreito de Ormuz segue amplamente interrompido, com apenas três embarcações passando nas últimas 24 horas.
- Centenas de navios e cerca de 20.000 marinheiros permanecem retidos no Golfo, incapazes de navegar.
- O bloqueio dos Estados Unidos aos portos iranianos gerou retaliação de Teerã, que mantém restrições sobre o estreito.
- Os navios Ean Spir, Lian Star e Meda passaram pelo estreito, cada um sem bandeira ou proprietário conhecidos.
- Autoridades marítimas apontam risco de escalada e o cessar-fogo entre EUA e Irã permanece incerto, com relatos de apreensão de um petroleiro ligado ao Irã.
O tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz segue amplamente interrompido. Dados de rastreamento indicam que apenas três embarcações cruzaram a rota nas últimas 24 horas, enquanto centenas de navios permanecem retidos no Golfo.
A tensão entre Estados Unidos e Irã desencadeou novas restrições. Washington mantém bloqueios a portos iranianos, o que levou Teerã a reduzir a passagem pelo estreito, chave para cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito mundial.
Entre as embarcações que atravessaram o estreito, o petroleiro de produtos Ean Spir passou pela via após escala em um porto iraquiano; o cargueiro Lian Star também transita sem informações de bandeira ou proprietário. O navio-tanque Meda fez escala nos Emirados e cruzou o estreito na segunda-feira, em segunda tentativa de saída.
Separadamente, uma análise por satélite aponta que o Meda já havia tentado deixar o Golfo com sucesso após retorno anterior. A confirmação de bandeira e proprietário para esses navios não é fornecida pelos dados disponíveis.
Antes do início do conflito, o Estreito de Ormuz recebia em média cerca de 140 navios por dia. Hoje, a passagem está limitada a poucos navios, com dezenas de embarcações ainda presas no Golfo.
A corretora marítima BRS aponta que vários navios não iranianos permanecem retidos, incluindo 61 superpetroleiros, dos quais 50 estariam carregados com até 2 milhões de barris cada. A empresa ressalta que a situação coloca pressão adicional sobre o abastecimento global de petróleo.
O cessar-fogo entre EUA e Irã parece instável, com o Irã não garantindo participação em novas negociações de paz. Autoridades americanas informam sobre operações de apreensão de petroleiro em águas internacionais, aumentando a incerteza no cenário.
A agência marítima da ONU destacou a importância de proteger a vida dos marinheiros, afirmando que não se pode colocar em risco os trabalhadores da indústria. O alerta vem à margem de eventos recentes no Golfo e na região.
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