- Donald Trump voltou a criticar Jerome Powell, chefe do Federal Reserve, dizendo que ele está “muito atrasado” em relação à sua abordagem sobre as taxas de juros.
- Trump afirmou que o país deveria ter as taxas mais baixas do mundo e que ficará desapontado se o próximo presidente do Fed não reduzir as taxas.
- O comentário ocorreu durante entrevista à CNBC na manhã desta terça-feira, 21, em meio à expectativa sobre a sabatina de Kevin Warsh, indicado para suceder Powell.
- Trump reconheceu, porém, que aumentos de juros para conter a inflação podem ser “relativamente eficazes” e deixou claro ter apoiado ele mesmo esse aumento.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, dizendo que ele é muito conservador na condução da política de juros. A declaração ocorreu em entrevista à CNBC nesta terça-feira, 21, em meio a expectativas sobre a sabatina de Kevin Warsh, indicado para suceder Powell no Fed.
Trump afirmou que a política monetária deveria privilegiar juros mais baixos, chegando a dizer que o país deveria ter as taxas de juros mais baixas do mundo. Em contrapartida, reconheceu que aumentos moderados podem ser eficazes para conter a inflação, destacando que já apoiou elevações quando necessário.
O momento coincide com a sabatina de Warsh no Congresso, ainda pela manhã, para avaliar a indicação à cadeira de presidente do Fed. Warsh é visto como uma alternativa com visão diferente de Powell, o que influencia a pressão sobre o banco central e as expectativas de investidores.
Contexto
Powell, por sua vez, foi alvo de uma acusação descrita pela imprensa em relação a uma reforma da sede do Fed, mencionada em material de divulgação do banco. A presença de Warsh na sabatina é acompanhada de perto por mercados, que analisam sinais sobre futuras decisões de política monetária dos EUA.
O debate sobre trajetórias de juros ocorre em meio a variações na inflação, no desempenho econômico e na postura de política monetária adotada pelo Fed nos últimos meses. Analistas destacam que a confirmação de Warsh pode trazer diretrizes distintas para o comitê de política financeira.
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