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Veto da Alemanha impede suspender acordo UE-Israel

Alemanha veta suspensão do acordo UE-Israel, impedindo decisão por unanimidade; Espanha, Irlanda e Eslovênia pressionam pela ruptura por violações do direito internacional

O chanceler alemão Friedrich Merz (Maja Hitij/Getty Images)
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  • A Alemanha vetou a suspensão do acordo de associação entre Israel e a União Europeia, dizendo que a decisão exige unanimidade entre os 27 membros.
  • O ministro das Relações Exteriores alemão, Johann Wadephul, afirmou que é inapróprio avançar com a suspensão e pediu diálogo crítico e construtivo com Israel.
  • Espanha, Irlanda e Eslovênia criticaram o posicionamento alemão; a Espanha, em especial, defende o rompimento do acordo.
  • O premiê espanhol, Pedro Sánchez, disse que o governo israelense violou o direito internacional e não pode ser parceiro da UE, defendendo o rompimento.
  • A Comissão Europeia propôs suspensão parcial do acordo, mantendo o capítulo comercial aberto, e a chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, disse que é preciso avaliar a viabilidade de avançar nas medidas comerciais.

A Alemanha se opôs oficialmente, nesta terça-feira, 21, à suspensão do acordo de associação entre Israel e a União Europeia. Apesar do clamor de países do bloco, a oposição impediu o avanço da medida, que depende de unanimidade entre os 27 membros.

O governo alemão argumentou que é preciso manter um canal de diálogo crítico com Israel. O chanceler alemão afirmou que questões cruciais devem ser tratadas em diálogo construtivo com o país.

Países como Espanha, Irlanda e Eslovênia pedem a revisão do tratado, citando violações do direito internacional pelo governo de Benjamin Netanyahu. A Espanha já defendia a ruptura há anos.

Reações na UE

O chanceler espanhol José Manuel Albares afirmou que a credibilidade europeia fica em jogo quando não se atua. A Irlanda, representada pela ministra Helen McEntee, ressaltou a necessidade de proteger valores fundamentais.

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, disse que o governo não pode manter a parceria com um governo que viola o direito internacional. Sánchez tem sido um dos críticos mais fortes de Netanyahu na Europa.

A Comissão Europeia propôs, de forma cautelosa, uma suspensão parcial do acordo, mantendo aberto o capítulo comercial caso haja acordo entre Estados-membros. A chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, mencionou a necessidade de avaliar possibilidades conforme o apoio interno.

Contexto e desdobramentos

A suspensão já havia sido discutida anteriormente, mas sem maioria. A atual deterioração na Cisjordânia e operações israelenses no Líbano reacenderam o tema entre os Estados-membros. A decisão final depende de negociações e da posição de cada país.

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