- A Alemanha vetou a suspensão do acordo de associação entre Israel e a União Europeia, dizendo que a decisão exige unanimidade entre os 27 membros.
- O ministro das Relações Exteriores alemão, Johann Wadephul, afirmou que é inapróprio avançar com a suspensão e pediu diálogo crítico e construtivo com Israel.
- Espanha, Irlanda e Eslovênia criticaram o posicionamento alemão; a Espanha, em especial, defende o rompimento do acordo.
- O premiê espanhol, Pedro Sánchez, disse que o governo israelense violou o direito internacional e não pode ser parceiro da UE, defendendo o rompimento.
- A Comissão Europeia propôs suspensão parcial do acordo, mantendo o capítulo comercial aberto, e a chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, disse que é preciso avaliar a viabilidade de avançar nas medidas comerciais.
A Alemanha se opôs oficialmente, nesta terça-feira, 21, à suspensão do acordo de associação entre Israel e a União Europeia. Apesar do clamor de países do bloco, a oposição impediu o avanço da medida, que depende de unanimidade entre os 27 membros.
O governo alemão argumentou que é preciso manter um canal de diálogo crítico com Israel. O chanceler alemão afirmou que questões cruciais devem ser tratadas em diálogo construtivo com o país.
Países como Espanha, Irlanda e Eslovênia pedem a revisão do tratado, citando violações do direito internacional pelo governo de Benjamin Netanyahu. A Espanha já defendia a ruptura há anos.
Reações na UE
O chanceler espanhol José Manuel Albares afirmou que a credibilidade europeia fica em jogo quando não se atua. A Irlanda, representada pela ministra Helen McEntee, ressaltou a necessidade de proteger valores fundamentais.
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, disse que o governo não pode manter a parceria com um governo que viola o direito internacional. Sánchez tem sido um dos críticos mais fortes de Netanyahu na Europa.
A Comissão Europeia propôs, de forma cautelosa, uma suspensão parcial do acordo, mantendo aberto o capítulo comercial caso haja acordo entre Estados-membros. A chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, mencionou a necessidade de avaliar possibilidades conforme o apoio interno.
Contexto e desdobramentos
A suspensão já havia sido discutida anteriormente, mas sem maioria. A atual deterioração na Cisjordânia e operações israelenses no Líbano reacenderam o tema entre os Estados-membros. A decisão final depende de negociações e da posição de cada país.
Entre na conversa da comunidade