- A Coreia do Sul pretende criar cerca de 700 vilas que usam energia solar em 2026, indo de cerca de 150 hoje, com objetivo de chegar a 2.500 projetos até 2030.
- O projeto busca financiar serviços locais com a renda da energia solar, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis.
- O governo destinou cerca de 500 bilhões de won em orçamento suplementar para a transição energética e elevou o apoio anual a projetos renováveis para 1,1 trilhão de won; também haverá aproximadamente 400 bilhões de won em empréstimos com juros baixos.
- Em Guyang-ri, vila com cerca de 70 famílias, um sistema solar de um megawatt, instalado em 2022, gera cerca de 10 milhões de won por mês em lucro líquido, financiando refeições, transporte de idosos, atividades culturais e infraestrutura local.
- A expansão enfrenta desafios, como limitações da rede elétrica e dependência de cadeias globais, especialmente da China, principal fornecedora de painéis solares.
O governo da Coreia do Sul acelera a transição energética em meio a tensão no Oriente Médio, que eleva o preço do petróleo. A proposta é ampliar vilas que financiam serviços locais com geração de energia solar. Meta: 700 comunidades em 2026, contra cerca de 150 hoje, totalizando 2.500 projetos até 2030.
A estratégia visa reduzir a dependência de combustíveis fósseis, hoje responsável por boa parte da matriz do país. A Coreia importa mais de 90% de sua energia primária, sendo que 70% desse insumo é petróleo bruto, ligado ao estreito de Hormuz.
Em Guyang-ri, vila agrícola com cerca de 70 famílias, um sistema solar de 1 MW instalado em 2022 gera aproximadamente 10 milhões de won por mês em lucro líquido. Os recursos financiam refeições gratuitas, transporte de idosos, atividades culturais e infraestrutura.
Incentivos e financiamento
O governo destinou cerca de 500 bilhões de won em orçamento suplementar para a transição energética. O apoio anual a projetos renováveis subiu para 1,1 trilhão de won, com aproximadamente 400 bilhões em empréstimos a juros baixos para acelerar a instalação.
Desafios e perspectivas
A expansão enfrenta limitações na capacidade da rede elétrica e depende de cadeias globais, especialmente da China, fornecedora de painéis solares. Mesmo assim, o modelo busca associar geração de energia limpa a benefícios diretos à população e reduzir vulnerabilidade a choques externos.
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