- Xi Jinping pediu a reabertura do Estreito de Ormuz em ligação com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman.
- A abordagem reforça a pressão para manter a navegação aberta, após o Irã fechar a via no mês passado em resposta a ataques dos EUA e de Israel.
- Pequim tenta equilibrar seus laços com o Irã e com países do Golfo, mantendo relações econômicas sem condenar ataques iranianos.
- Analistas veem a mensagem como sinal para Teerã de que nova escalada não será tolerada, enquanto a China já atuou como mediadora entre Riyadh e Abu Dhabi.
- A China depende do Estreito de Ormuz para até 40 por cento de seu petróleo, tornando um fechamento prolongado um risco para a economia global.
O presidente da China, Xi Jinping, pediu nesta semana a reabertura do Estreito de Ormuz. A sua declaração ocorreu após Irã ter fechado a rota estratégica de petróleo em resposta a ataques dos EUA e de Israel contra o território iraniano, segundo a agência oficial Xinhua.
A conversa ocorreu por telefone na segunda-feira, 20 de abril, entre Xi e Mohammed bin Salman, príncipe herdeiro da Arábia Saudita. Xi defendeu que a passagem permaneça aberta à navegação, destacando que esse compromisso beneficia a região e a comunidade internacional.
Pequim busca manter equilíbrio entre o Irã e países do Golfo, mantendo vínculos com Teerã e, ao mesmo tempo, fortalecendo laços econômicos com Riad e demais aliados. Analistas apontam que a China evita condenar explicitamente o Irã, enquanto sinaliza apoio a uma resolução estável da crise.
Especialistas ressaltam que a mensagem também mira o Irã, indicando que escalada adicional não será tolerada sem provocar retaliação diplomática. A atuação de Xi mostra o interesse de Pequim em segurança de suprimentos energéticos e estabilidade regional.
A ligação entre Xi e o príncipe saudita sucede a reunião realizada na semana passada em Pequim com o xeique Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan, de Abu Dhabi. Na ocasião, o tema central não foi o Estreito de Ormuz, mas o alerta sobre riscos de volta à “lei da selva”.
Analistas afirmam que o comércio de energia é crucial para a China, que importa grande parte de seu petróleo por Ormuz. Um fechamento prolongado da rota poderia frear a economia global e afetar o crescimento econômico do país.
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