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Andrei Rodrigues retira credenciais de agente dos EUA por reciprocidade

PF retira credenciais diplomáticas de servidor dos EUA em resposta à expulsão de delegado brasileiro, sob o princípio da reciprocidade

(Foto: Reprodução/Roda Viva)
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  • A Polícia Federal retirou as credenciais diplomáticas de um servidor dos Estados Unidos atuando no Brasil, em retaliação à expulsão de um delegado brasileiro dos EUA.
  • A decisão foi confirmada pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, em entrevista à GloboNews, citando o princípio da reciprocidade.
  • A medida mira o episódio envolvendo o delegado Marcelo Ivo de Carvalho, que participou de uma operação conjunta com autoridades americanas ligadas a Alexandre Ramagem.
  • O governo dos Estados Unidos afirmou, sem citar nomes, que nenhum estrangeiro pode manipular o sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas.
  • O Planalto sinalizou que não pretende medidas mais severas neste momento e que há tratativas diplomáticas em curso, enquanto o delegado brasileiro retornou ao Brasil para esclarecer a situação.

A Polícia Federal retirou as credenciais diplomáticas de um servidor dos Estados Unidos que atuava no Brasil. A medida foi tomada em resposta à expulsão de um delegado brasileiro dos EUA, segundo afirmou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, em entrevista à GloboNews.

Rodrigues explicou que a decisão segue o princípio da reciprocidade adotado pelo governo brasileiro. Ele citou o caso do delegado Marcelo Ivo de Carvalho, envolvido na operação internacional relacionada a Alexandre Ramagem.

A reação do governo brasileiro ocorre após o governo de Donald Trump exigir a saída do delegado brasileiro. A operação, conduzida em conjunto com autoridades americanas, visava a prisão de Ramagem nos Estados Unidos.

Contexto do Caso Ramagem

A PF detalha que Ramagem, ex-diretor da Abin, foi condenado pelo STF a 16 anos de prisão por crimes ligados a tentativa de golpe. O ex-diretor deixou o Brasil pela fronteira com a Guiana e permanece nos EUA desde o ano passado.

O Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental dos EUA afirmou, em publicação na rede X, que nenhum estrangeiro pode contornar pedidos formais de extradição ou estender perseguições políticas no território norte-americano. A nota não mencionou explicitamente o delegado brasileiro.

Desdobramentos e posicional do Planalto

O ministro terá esclarecido que o Brasil não pretende adotar medidas mais duras neste momento. O Itamaraty mantém tratativas diplomáticas e o delegado brasileiro foi orientado a retornar ao Brasil para esclarecer eventual processo no Departamento de Estado ou no ICE.

Durante viagem à Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou a possibilidade de ações semelhantes caso haja irregularidade nas ações norte-americanas. O Palácio do Planalto afirma que a reciprocidade é o caminho para resolver o impasse.

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