- Ataques aéreos israelenses mataram a jornalista Amal Khalil, correspondente do jornal Al Akhbar, no sul do Líbano, nesta quarta-feira; desde março, quatro jornalistas foram mortos no Líbano.
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- O ataque atingiu dois veículos na vila de at-Tiri e, ao chegar ao local, Amal Khalil e Zeinab Faraj ficaram sob o segundo bombardeio no prédio onde estavam.
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- Equipes de resgate foram impedidas por forças israelenses; Faraj foi encaminhada a um hospital em estado grave.
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- O Ministério da Saúde do Líbano informou que as jornalistas foram perseguidas pelos ataques; o ministro da Informação, Paul Morcos, condenou o ataque.
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- O cessar-fogo de dez dias, mediado pelos Estados Unidos, está em vigor e deve expirar no próximo domingo; nova rodada de negociações está marcada para quinta-feira.
Ataques aéreos israelenses mataram uma jornalista no sul do Líbano nesta quarta-feira (22/4). Amal Khalil, correspondente do jornal Al Akhbar, morreu no local. Uma segunda repórter ficou gravemente ferida, identificada como Zeinab Faraj.
Segundo a Al-Jazeera, os bombardeios atingiram dois veículos na vila de at-Tiri. Quando Khalil e Faraj se deslocaram até o local, ocorreu um segundo ataque que atingiu o prédio onde estavam abrigadas.
Forças de resgate e membros da Cruz Vermelha tentaram alcançar as jornalistas, mas foram impedidos pelas ações israelenses. Faraj foi levada a um hospital; Khalil faleceu no local.
Israel afirmou que o ataque atingiu veículos que deixavam posições do Hezbollah. O Líbano confirmou que houve ataques durante o cessar-fogo em vigor entre os dois países.
O Ministério da Saúde do Líbano informou que as jornalistas foram perseguidas pelos ataques. O ministro da Informação, Paul Morcos, condenou os ataques nas redes sociais, chamando-os de crime hediondo e violação do direito internacional humanitário.
Outros três jornalistas já haviam morrido no Líbano no mês anterior. Desde o início da ofensiva, mais de 2.400 pessoas morreram no país. Um cessar-fogo de dez dias está em vigor, com novas negociações marcadas para quinta-feira (23) e expiração prevista para domingo (26).
Recorde de mortes: o Comitê de Proteção a Jornalistas aponta que, em 2025, Israel foi responsável por grande parte das fatalidades entre profissionais da imprensa. O órgão destaca uma cultura de impunidade para ataques à imprensa desde 1992.
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