- A Audiencia Nacional rejeitou enviar as gravações dos interrogatórios de Gotham à ação em Nova York, citando segredo de instrução, mas abriu a possibilidade de obtê-las por meio de cooperação judicial internacional.
- Grifols buscava incorporar as declarações de Daniel Yu e Cyrus de Weck para conter a estratégia de Gotham no processo americano contra o fundo.
- Em Nova York, Gotham sustenta que atua como jornalista e pede privilégio de repórter para não revelar fontes e documentos internos, visando proteção contra a difamação.
- Grifols nega esse privilégio, afirmou que Gotham não recebe remuneração pela publicação de conteúdo e apontou contradições entre as declarações de Yu e De Weck na Espanha e em Nova York.
- O juiz espanhol manteve o segredo de justiça, mas abriu passagem para cooperação internacional; Grifols disse estar disposto a usar esse caminho se for relevante para o caso.
La Audiencia Nacional se posiciona diante da demanda entre Grifols e Gotham City Research, ampliando o eixo entre Madrid e Nova York. Grifols tenta incorporar no processo norte-americano informações obtidas na Espanha, relacionadas a acusações de difamação. O objetivo é rebater a estratégia de Gotham.
O caso envolve Gotham, fundo de investimento que publicou um relatório crítico sobre Grifols, provocando queda de ações. A empresa de hemoderivados processa Gotham na Justiça dos EUA, sob alegação de difamação, iniciando em janeiro de 2024. Gotham contesta a tentativa de obtenção de gravações.
Tentativas de incluir depoimentos
Grifols pediu ao juiz espanhol José Luis Calama a autorização para incluir as gravações de declarações de Gotham na Espanha, para subsidiar a defesa no processo americano. A solicitação envolve interrogatórios de Daniel Yu, fundador da Gotham, e Cyrus De Weck.
O juízo espanhol descartou o pedido de imediato, citando segredo de instrução. A decisão aponta que o material está protegido contra terceiros não partes do processo. Ainda assim, abriu a possibilidade de cooperação judicial internacional para acessar as gravações.
Controvérsia sobre privilégio de jornalista
A Gotham sustentou, em março, que suas atividades são equivalentes às de jornalistas, buscando proteção de fontes e documentos internos. A defesa alegou que a função envolve identificar, escrever, investigar e publicar notícias financeiras relevantes. Grifols contestou esse enquadramento.
Grifols argumentou que os responsáveis pela Gotham não são jornalistas profissionais e não vivem da publicação de informações. Segundo a farmacêutica, há contradições entre os depoimentos de Yu e De Weck na Espanha e o que foi apresentado em Nova York.
Disputa sobre o estágio processual e a cooperação
Grifols solicitou a autorização para apresentar as gravações que sustentam sua tese. O juiz do Distrito Sul de Nova York, porém, manteve o segredo de instrução, impedindo o acesso público a esse material no momento. A defesa da empresa catalana agora avalia vias de cooperação internacional para obter o conteúdo.
Entre as partes, Gotham sustenta que a privacidade das declarações não prejudica a investigação e que as perguntas não mencionaram explicitamente o termo jornalista. A empresa também aponta que as declarações foram feitas durante interrogatórios obrigatórios.
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