- O bloqueio naval dos Estados Unidos contra o Irã levou 29 embarcações a desistir de seguir para portos iranianos ou a retornar ao destino, segundo o Centcom.
- O Centcom negou relatos de violações do bloqueio por navios comerciais; Hero II e Hedy foram interceptados e permanecem ancorados no porto de Chabahar, enquanto o Dorena está sob escolta de um destróier americano no Oceano Índico.
- O bloqueio, iniciado em 13 de abril, vale para navios de qualquer nacionalidade que se dirijam a portos iranianos ou deixem o país, além de embarcações suspeitas de transportar petróleo, armas ou material estratégico.
- O objetivo é exercer pressão econômica sobre Teerã, principalmente reduzindo a receita com exportação de petróleo.
- O senador Lindsey Graham afirmou que o bloqueio pode ser ampliado para atingir países que auxiliem o Irã na exportação de petróleo.
O bloqueio naval dos Estados Unidos contra o Irã já levou 29 navios a desfazer a rota para portos iranianos ou a retornar aos seus portos de origem, informou o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom). A ação ocorre desde 13 de abril, como parte de medidas para pressionar o regime iraniano.
Segundo o Centcom, as forças americanas interceptaram os petroleiros Hero II e Hedy no início desta semana, e ambos permanecem ancorados no porto de Chabahar, no Irã. O Dorena está sob escolta de um destróier dos EUA no Oceano Índico após tentar desrespeitar a restrição.
O Centcom negou reportagens que diziam que navios comerciais teriam conseguido furar o bloqueio. A divulgação oficial afirma que a operação se aplica a embarcações de qualquer nacionalidade que se dirija aos portos iranianos ou deixe o país, além de cargas ligadas a recursos do Irã.
Esforço e alcance do bloqueio
O comando afirmou que as forças dos EUA atuam de forma global, com atuação contínua no Oriente Médio e além, para aplicar o bloqueio. O objetivo, segundo Washington, é reduzir a receita do Irã, especialmente com exportações de petróleo.
Potencial expansão
Nesta quarta-feira, o senador Lindsey Graham (R-SC) sugeriu ampliar o bloqueio para países que ajudem o Irã a exportar petróleo. Em publicação, ele afirmou que quem apoiar Teerã faria isso apenas por sua conta e risco e indicou que a operação pode ganhar alcance global.
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