- Em setembro de 2025, Ramagem foi condenado pelo STF a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão e perdeu o mandato em dezembro, após cassação pela corte.
- Ainda em 2025, Ramagem fugiu do Brasil, passando por Roraima rumo à Guiana e a Georgetown, antes de seguir para Miami; investigações apontaram que um delegado da PF ligado a ele ordenou destruir documentos ligados a monitoramento de urnas e ministros.
- Em doze de abril de 2026, Ramagem foi preso na Flórida por irregularidades migratórias, estava com visto vencido e tentou comprar um carro com passaporte cancelado; ficou detido no condado de Orange e foi liberado dois dias depois, sem fiança.
- A decisão dos Estados Unidos permitiu que respondesse em liberdade enquanto analisa o pedido de asilo político, que, se aceito, pode mantê-lo no país; se negado, há possibilidade de deportação ou extradição.
- Ainda nos EUA, o delegado da PF Marcelo Ivo de Carvalho foi expulso por suposta tentativa de contornar trâmites de extradição; Lula sinalizou a possibilidade de reciprocidade do Brasil diante da ação, enquanto Ramagem permanece livre aguardando o andamento do asilo.
Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin, teve a prisão decretada pelo STF em setembro de 2025 e fugiu do Brasil logo em seguida. Em abril de 2026, ele foi preso nos Estados Unidos por irregularidades migratórias, na Flórida, e liberado dois dias depois. O caso envolve ainda a expulsão de um delegado da PF ligado a Ramagem.
A série de desdobramentos começou em 2025, quando Ramagem foi condenado a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão pelo STF. A cassação do mandato ocorreu em dezembro do mesmo ano. Em seguida, ele fugiu do país, cruzando a fronteira por Roraima e entrando na Guiana, antes de seguir para Miami.
Condenação, fuga e prisão nos EUA
No retorno à ação penal, Ramagem manteve o mandato parlamentar até a cassação, ainda em vigor na época. Ele entrou nos EUA usando um passaporte diplomático, que só perdeu validade após a Câmara confirmar a cassação. Em abril de 2026, foi detido em Orlando por irregularidades migratórias.
A prisão ocorreu quando Ramagem tentava comprar um carro com um documento cancelado; ele estava com o visto vencido, segundo apuração do R7. Ele foi encaminhado ao sistema prisional do condado de Orange e solto dois dias depois, sem pagamento de fiança.
Expulsão de delegado da PF e reação diplomática
Nos EUA, o Departamento de Estado expulsou o delegado Marcelo Ivo de Carvalho, que atuava como oficial de ligação em Miami. A acusação envolve tentativa de contornar trâmites de extradição e manipular o sistema imigratório para forçar a prisão de Ramagem. A medida gerou crise diplomática entre Brasil e EUA.
O governo brasileiro anunciou medidas de reciprocidade em resposta, com possibilidade de ações equivalentes contra autoridades americanas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou que o Brasil avalia responder a abusos com contramedidas proporcionais.
No momento, Ramagem permanece livre nos Estados Unidos, aguardando a análise do pedido de asilo político, que ele sustenta ter razões para buscar proteção no país. O desfecho dependerá de avaliação imigratória e de regras de extradição entre Brasil e EUA.
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