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Comissão holandesa recomenda nova tutela para arte nazista saqueada

Comissão propõe que obras nazistas saqueadas fiquem sob guarda de fundação judaica, com exibição pública e etiquetas sobre o Holocausto

James Ensor, The Scale of Love, 1921
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  • Comissão criada pelo governo holandês recomenda que a tutela de obras órfãs da NK Collection seja transferida para uma fundação judaica holandesa, preferencialmente instalada no Jewish Museum em amsterdã, para que as peças fiquem disponíveis ao público.
  • A proposta inclui orçamento anual para criar exposições e um rótulo explicando a relação de cada item com o Holocausto.
  • Nem todos concordam com a solução; a Associação Holandesa de Imigrantes propõe vender a coleção e usar os recursos para comunidades judaicas na israel e na holanda.
  • O ex-presidente da comissão, lodewijk asscher, afirma que o plano ainda permite restituição quando herdeiros são encontrados.
  • A restituição tem sido lenta: cerca de 700 objetos foram devolvidos logo após a guerra, 1.600 vendidos em leilão e entre 300 e 800 restituidos desde então; mais de 3.500 itens continuam na NK Collection.

A comissão criada pelo governo holandês apresentou uma proposta sobre a guarda de obras de arte nazistas saqueadas que integram a Coleção de Propriedade de Arte da Holanda, também conhecida como NK Collection. O plano visa transferir a guarda de objetos órfãos para uma instituição judaica na Holanda, com exposição pública prevista no Museu Judaico de Amsterdã.

A NK Collection reúne milhares de itens de valor inestimável, incluindo pinturas de mestres da Idade de Ouro holandesa que foram repatriadas pelos Aliados da Alemanha ao país após a Segunda Guerra Mundial. A maioria das peças teve origem em judeus forçados a vender ou cujo destino ficou associado aoHolocausto.

Segundo a proposta, a tutela passaria de forma definitiva para uma fundação judaica, mantendo a possibilidade de exibição pública. O documento também prevê orçamento anual para exposições e etiquetas explicativas sobre a ligação de cada obra ao Holocausto.

Nem todos apoiam a solução. A Times cita a sugestão de venda da coleção pela Associação de Imigrantes Holandeses, que representa judeus holandeses residentes em Israel, com a necessidade de compartilhar os recursos entre comunidades na Holanda e em Israel. Outros apontam que é cedo demais para encerrar o processo de restituição.

Lodewijk Asscher, presidente da comissão, afirma que o plano manterá a possibilidade de restituição quando herdeiros forem identificados. O processo de restituição, porém, tem avançado lentamente e já recebeu críticas internacionais de que favorece museus públicos.

Atualmente, a Restitutions Commissie da Holanda tem emitido decisões sobre devoluções de obras saqueadas durante o regime nazista, gerando controvérsia. Aproximadamente 700 objetos retornaram aos donos logo após a guerra, 1.600 foram vendidos em leilões, e mais 300 a 800 itens foram devolvidos desde então.

Ao todo, mais de 3.500 objetos permanecem na NK Collection, sob custódia da Cultural Heritage Agency of the Netherlands. A agência supervisiona o armazenamento e a cessão de obras para museus e órgãos governamentais.

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