- No primeiro trimestre de 2026, exportações de drones de Taiwan para a Europa chegaram a 136.010 unidades, segundo o Instituto de Pesquisa para Democracia, Sociedade e Tecnologias Emergentes (DSET).
- Em 2025, as exportações para a Europa superaram 107.433 drones, ante 2.574 unidades no ano anterior.
- As remessas têm se concentrado na Polônia e na República Tcheca, portas de entrada para a Ucrânia.
- As vendas são principalmente de pequenos drones de baixo custo e não integram compras governamentais formais, mantendo instabilidade no mercado.
- Taiwan vê os drones como parte de uma estratégia de defesa e diversificação de cadeia de suprimentos, com cooperação em expansão com a Ucrânia e apoio dos Estados Unidos; a integração com a União Europeia é menos institucionalizada.
O fluxo de exportações de drones de Taiwan para a Europa disparou no primeiro trimestre de 2026, segundo o Instituto de Pesquisa para Democracia, Sociedade e Tecnologias Emergentes (DSET). Foram 136.010 unidades enviadas, superando o total de todo o ano de 2025, que foi de 107.433.
De acordo com o estudo, o crescimento registrado representa mais de 40 vezes o volume de 2024, quando as exportações somaram apenas 2.574 unidades. A Europa permanece como o principal destino de drones taiwaneses, com a Polônia e a República Tcheca atuando como portas de entrada para envio à Ucrânia.
As operações de venda são centradas em drones de baixo custo e pequenas aeronaves, com negócios predominantemente privados e sem contratos formais de compras governamentais, o que gera volatilidade nos fluxos. A cadeia produtiva enfrenta limitações de produção, dependência tecnológica externa e de matérias-primas da China.
Perspectivas do mercado e cooperação
A Europa é vista como mercado-chave, mas Taiwan não é o principal fornecedor de importação do bloco. Em 2025, Taiwan ficou em quarto lugar entre as origens para a Polônia e em segundo para a República Tcheca, atrás da China, segundo dados da DSET.
O estudo aponta que Taiwan aposta no setor de drones como indústria exportadora e ferramenta de defesa assimétrica. O governo atua para ampliar a autossuficiência, com apoio dos Estados Unidos, sobretudo pela experiência ucraniana no uso de Vants contra a Rússia.
A cooperação entre Taiwan e a Ucrânia ganha relevância, com um consórcio taiwanês assinando, em 2025, memorando com o cluster de drones da Ucrânia. A parceria já envolve o fornecimento de componentes e o desenvolvimento conjunto de soluções.
A DSET recomenda aumentar a cooperação com a Ucrânia em interceptores e drones de longo alcance, além de simplificar procedimentos de importação e criar programas de treinamento conjuntos. A verificação de sistemas de drones na UE e em Taiwan é apontada como essencial para o amadurecimento regulatório.
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