- Gianinna Maradona afirmou em depoimento que houve “manipulação total e horrível” da equipe médica que acompanhava Diego Maradona nos seus últimos dias, apontando três acusados como responsáveis por negligência: Leopoldo Luque, Agustina Cosachov e Carlos Díaz.
- Ao todo, sete profissionais de saúde respondem pela possível responsabilidade na morte do ídolo argentino, que morreu aos 60 anos após crise cardiorrespiratória relacionada a edema pulmonar.
- A família diz ter sido alvo de tentativas de responsabilização após o óbito, com acusações surgindo na imprensa e nos áudios divulgados à época.
- Gianinna relatou que a internação domiciliar intensiva foi sugerida por Luque e mostrou que, segundo o depoimento, havia orientação de que o pai não recebesse visitas para não sobrecarregar.
- O julgamento foi retomado após a anulação do primeiro processo, ocorrido em 2025, com o Ministério Público sustentando que houve violação de protocolos de tratamento e a defesa argumentando que a morte era resultado de problemas de saúde de longa data.
O depoimento de Gianinna Maradona, nesta terça-feira, 21 de abril, reabriu a apuração sobre a morte de Diego Armando Maradona em San Isidro, Argentina. Ela afirmou que a equipe médica envolvida nos últimos dias de vida do ídolo praticou uma “manipulação total e horrível” contra a família, segundo relatos no tribunal.
A filha de Maradona apontou três acusados por negligência potencialmente fatal: o neurocirurgião Leopoldo Luque, a psiquiatra Agustina Cosachov e o psicólogo Carlos Díaz. Ao todo, sete profissionais de saúde respondem por possível responsabilidade na morte do ex-jogador de 60 anos, ocorrido em uma residência alugada.
Gianinna relatou que, na época da internação domiciliar intensiva recomendada por Luque, o tratamento seria conduzido por ele. Citou ainda que, durante o período, o pai estaria sob orientação para evitar visitas, conforme instruções do psicólogo Díaz. Ela descreveu dificuldades vividas durante o acompanhamento.
Ela afirmou ainda que, sempre que tentava ir ao encontro do pai, recebia relatos de aumento de medicação ou de uso de álcool para desincentivar a visita, agravando o estado de saúde do comunicador. Segundo a versão apresentada, o pai estaria piorando rapidamente nesses dias.
Em 2021, surgiram denúncias de negligência após uma comissão médica indicar falhas no atendimento. O grupo apontou conduta inadequada, deficiente e imprudente entre os profissionais. A defesa sustenta que a morte estava ligada a problemas de saúde de longa data.
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Disputa por responsabilidade e desdobramentos
O depoimento também abordou o período pós-óbito, quando Gianinna relatou tentativas de responsabilização da família. Ela afirmou ter ouvido reportagens apontando a culpa pela ausência de um médico, além de áudios que, segundo ela, mostravam uma estratégia para transferir a responsabilidade.
O julgamento foi retomado após a anulação do anterior, em maio de 2025, motivada pela participação da juíza Julieta Makintach em documentário não autorizado sobre o caso. A magistrada renunciou após a divulgação de vídeo em que aparece dando entrevistas no tribunal.
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Contexto do processo e acusados
Promotores sustentam que a equipe violou protocolos de tratamento e descrevem o local de recuperação como um ambiente inadequado. A defesa, por sua vez, argumenta que a morte era inevitável diante de problemas de saúde de longa data, incluindo histórico de dependência.
Entre os acusados estão o trio citado, mais uma clínica geral, dois enfermeiros, uma coordenadora médica e o chefe de enfermagem. O Ministério Público estabelece homicídio simples com dolo eventual, entendendo que houve previsibilidade do risco e desconsideração do perigo.
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