- Governo Lula anunciou a interrupção imediata do exercício de funções de um agente americano no Brasil, ligado ao trabalho da área de segurança, após a expulsão de Marcelo Ivo nos Estados Unidos.
- Itamaraty afirmou que a medida desrespeita a boa prática entre nações amigas e destacou a aplicação da reciprocidade com os Estados Unidos.
- A decisão foi comunicada à encarregada de negócios da embaixada norte-americana; o Itamaraty afirmou que não houve diálogo prévio sobre o caso.
- O delegado brasileiro Marcelo Ivo atuava com base em memorando de entendimento entre os dois governos para facilitar o intercâmbio de oficiais de ligação na área de segurança; o nome do agente americano expulsado não foi divulgado.
- O episódio envolve a prisão de Alexandre Ramagem, ex-deputado federal, e a cooperação entre os dois países; Ramagem foi detido pelo Serviço de Imigração dos EUA e liberado dois dias depois.
O governo Lula confirmou nesta quarta-feira a interrupção imediata do exercício de funções de um agente americano lotado no Brasil. O profissional desempenha trabalho equivalente ao do delegado da PF Marcelo Ivo, expulsado dos EUA após a prisão de Alexandre Ramagem.
O Itamaraty classifica a expulsão como uma medida que desrespeita a boa prática entre nações amigas. O texto ressalta a aplicação da reciprocidade anunciada pela PF, transmitida verbalmente à representante da embaixada dos EUA no Brasil.
A nota afirma que o delegado brasileiro atuava com base em memorando de entendimento entre os dois governos para facilitar o intercâmbio de oficiais na área de segurança. O agente americano ainda não teve o nome divulgado pelas autoridades brasileiras.
Na terça, a encarregada de Negócios da Embaixada dos EUA no Brasil, Kimberly Kelly, foi informada da decisão brasileira. Ela havia sido questionada sobre a ausência de diálogo prévio antes da expulsão de Ivo.
Entenda o caso
Marcelo Ivo, ex-oficial de ligação da PF em Miami, teve o visto cassado e as credenciais retiradas pelo governo americano após a prisão de Ramagem, condenado pelo STF e foragido nos EUA. A detenção ocorreu em 13 de abril e envolveu cooperação internacional, segundo a PF.
Ramagem foi detido pelo ICE, Serviço de Imigração dos EUA, e liberado dois dias depois. O Departamento de Estado americano não citou o nome do delegado brasileiro, afirmando que nenhum estrangeiro pode manipular o sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição.
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