- A guerra no Irã causou a perda de mais de dois milhões de empregos e agravou a crise econômica do país, segundo o vice-ministro do Trabalho, Gholamhossein Mohammadi.
- As estimativas iniciais apontam a perda de mais de um milhão de postos de trabalho, com dois milhões de desempregados diretos e indiretos.
- Houve danos severos à infraestrutura crítica, especialmente em instalações de petróleo e gás e nas fábricas dos setores petroquímico, de aço e de alumínio.
- O governo iniciou programas para treinar e recrutar trabalhadores para a reconstrução, com foco em reconstrução, energia renovável e economia digital.
- A economia já enfrentava sanções internacionais e cortes de internet; as interrupções na rede durante protestos e o apagão do início do conflito paralisaram o setor digital.
O conflito no Irã provocou a perda de mais de dois milhões de empregos e ampliou a crise econômica no país. O dado foi divulgado nesta semana pelo vice-ministro do Trabalho, Gholamhossein Mohammadi, que apresentou estimativas iniciais de desemprego.
Segundo Mohammadi, o saldo aponta mais de um milhão de postos de trabalho perdidos e dois milhões de desempregados diretos e indiretos. O relatório também aponta danos significativos à infraestrutura crítica de energia e à indústria.
As instalações de petróleo e gás, além de fábricas dos setores petroquímico, aço e alumínio, sofreram prejuízos relevantes, agravando a tensão no mercado de trabalho. O governo prepara ações de reconstrução e qualificação profissional.
Desse modo, o governo lançou programas para treinar e recrutar trabalhadores voltados à reconstrução, energia renovável e economia digital. A prioridade é elevar a qualidade da mão de obra para apoiar o retorno econômico.
A economia iraniana já enfrentava sanções internacionais e cortes de internet antes da guerra. As interrupções na rede e o apagão, desde o início do conflito, também impactaram o setor digital.
Especialistas alertam para o tamanho do desafio. Hadi Kahalzadeh, ex-economista da Organização de Seguridade Social, estima que entre 10 e 12 milhões de empregos estão em risco.
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