- A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter apreendido duas embarcações comerciais no Estreito de Ormuz, o MSC Francesca (bandeira do Panamá) e o Epaminondas (bandeira da Libéria), e as direcionado para a costa iraniana.
- Segundo o comando militar, as embarcações navegavam sem autorização e teriam manipulados seus sistemas de navegação; o MSC Francesca teria relação com Israel.
- A ação ocorre após a UKMTO e a Reuters relatarem que pelo menos três navios porta-contêineres foram atingidos na região de Ormuz.
- A UKMTO informou que o comandante de uma embarcação libo-riana foi abordado por uma lancha da Guarda Revolucionária e, em seguida, alvejado; todos os tripulantes estão seguros.
- O Estreito de Ormuz é estratégico e já foi usado para grande parte do petróleo e gás mundial; o Irã disse que manterá controle rigoroso das travessias, em meio a tensões com o Ocidente.
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou nesta quarta-feira 22 apreendeu duas embarcações comerciais no Estreito de Ormuz e as direcionou para a costa iraniana. As vítimas são o MSC Francesca, com bandeira do Panamá, e o Epaminondas, sob bandeira da Libéria.
Segundo o braço militar, as embarcações navegavam sem autorização e teriam manipulado seus sistemas de navegação. O Irã informou ainda que o MSC Francesca está ligado a Israel.
A confirmação ocorre dias após a UKMTO e a Reuters indicarem que pelo menos três navios porta-contêineres foram atingidos por disparos na região de Ormuz. A tensão aumentou desde as parecenas restrições impostas pelo Irã.
O Irã já havia imposto restrições a navios que utilizam o estreito, em retaliação ao bombardeio contra o país e ao bloqueio norte-americano de portos iranianos. Um navio Libéria sofreu danos após o ataque, segundo fontes.
A UKMTO afirmou que o comandante do navio abordado pela lancha da Guarda Revolucionária relatou ter sido alvejado; nenhum tripulante ficou ferido. Em outra operação, o segundo navio foi atingido a oeste do Irã; a tripulação está segura.
Fontes de segurança marítima apontaram que um terceiro navio também foi alvejado a oeste do Irã; a embarcação parou na água e a tripulação permanece segura. Não houve detalhes sobre a identidade das empresas envolvidas.
Antes do conflito, o Estreito de Ormuz era responsável por cerca de um quinto do petróleo e gás natural transportados mundialmente. O Irã reiterou a intenção de manter controle rigoroso das travessias.
A imprensa regional mencionou ainda referências a um suposto bloqueo de portos iranianos pela parte ocidental. O Estreito permanece sob foco estratégico e diplomático na região.
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