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Irã diz que fim do bloqueio naval depende de negociações com EUA

Irã condiciona retomada de negociações aos EUA ao fim do bloqueio naval; o bloqueio é visto como ilegal e ameaça o acordo nuclear

Amir Saeid Iravani, representante permanente do Irã na ONU | Divulgação/ONU
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  • O Irã afirmou que voltará a negociar um acordo de paz com os EUA apenas quando Washington encerrar o bloqueio naval aos portos iranianos, segundo o representante iraniano na ONU, Amir Saeid Iravani.
  • Iravani disse que a próxima rodada de negociações pode ocorrer em Islamabad e que o Irã está preparado para qualquer cenário, se houver solução política ou guerra.
  • O presidente dos EUA, Donald Trump, prorroga o cessar-fogo com o Irã, mas mantém o bloqueio naval para pressionar termos do acordo, incluindo o programa nuclear.
  • No fim de semana, Teerã acusou o cerco de ilegal e criminoso, afirmando que viola o cessar-fogo mediado pelo Paquistão e a Carta da ONU, aplicando punição à população.
  • O contexto regional envolve ataques entre EUA e Israel no fim de fevereiro, com tensões nucleares e conflitos amplificados no Oriente Médio.

O Irã afirmou que retomará as negociações de paz com os Estados Unidos somente se Washington encerrar o bloqueio naval aos portos iranianos. A declaração foi feita pelo representante iraniano na ONU, Amir Saeid Iravani, nesta terça-feira (21).

Iravani disse que a próxima rodada de negociações ocorreria em Islamabad e que o Irã está pronto para qualquer cenário. O país afirmou que não iniciou a agressão militar e está disposto a caminho político se houver reciprocidade de Washington.

O governo americano prorrogou o cessar-fogo com o Irã, mas manteve o bloqueio naval aos portos iranianos. A medida é apresentada como pressão para que Teerã aceite os termos de Washington no acordo de paz, incluindo o tema nuclear.

No fim de semana, o Irã denunciou o cerco marítimo como ilegal e criminoso, dizendo que a medida viola o cessar-fogo e a Carta da ONU. A chancelaria classificou a ação como punição coletiva à população iraniana.

O que está acontecendo no Oriente Médio

O Irã sofreu ataque coordenado entre EUA e Israel no dia 28 de fevereiro, deixando centenas de mortos. As negociações sobre um novo acordo nuclear haviam avançado na Suíça, com perspectivas de continuidade em Viena, na sede da AIEA.

O histórico de 2015, quando um acordo limitou atividades nucleares em troca de alívio de sanções, foi rompido em 2018, sob a gestão de Trump. O acordo foi tentado novamente pelo governo Biden, sem sucesso até o momento.

Dias antes do ataque, representantes iranianos e norte-americanos estiveram na Suíça para debater um novo acordo, qualificando o encontro como positivo. O próximo passo envolveria equipes especializadas em Viena.

Com os ataques subsequentes, Teerã prometeu retaliação contra alvos israelenses e bases norte-americanas. O Hezbollah, aliado do Irã, também lançou foguetes contra Israel, ampliando o conflito regional. França, Alemanha e Reino Unido divulgaram comunicado conjunto sobre defesa de interesses e aliados.

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