- Islamabad vive lockdown semelhante aos dias de pandemia, com ruas vazias, comércio fechado e transporte público suspenso enquanto delegações chegam para as negociações entre Estados Unidos e Irã.
- Trabalhadores são orientados a ficar em casa e muitos migrantes perderam moradia, sendo expulsos de albergues; apenas a presença de militares e policiais permanece visível.
- A incerteza sobre a realização das negociações alimenta frustração e o impacto econômico entre os moradores, que enfrentam cortes de energia e dificuldades financeiras.
- A crise energética se agrava desde os ataques na região, com interrupções de até sete horas na rede elétrica e restaurantes fechados por falta de gás de cozinha.
- Exames de concurso público, para mais de mil candidatos, foram transferidos para Lahore, gerando dúvidas entre quem precisa viajar longas distâncias para prestar as provas.
O início de uma nova paralisação em Islamabad acompanha a expectativa de negociações entre Washington e Teerã. A capital paquistanesa vive um lockdown similar ao período pandêmico, com ruas vazias, lojas fechadas e transporte público suspenso. Trabalhadores são orientados a ficar em casa, enquanto as autoridades reforçam a presença de militares e policiais nas vias. A razão é a segurança em torno das negociações, ainda incerta quanto à realização.
A paralisação afeta também o cotidiano de milhares de pessoas. Estudantes, profissionais e trabalhadores migratórios não conseguem retornar a suas residências ou locais de trabalho, agravando a crise econômica local. A cidade registra redução de atividade, com o comércio e a indústria em funcionamento mínimo ou interrompidos.
A incerteza sobre a realização das negociações aumenta a tensão entre moradores. Sem disponibilidade de transporte, muitos não têm como buscar moradia acessível longe do centro, aumentando deslocamentos precários e custos de moradia. A população depende de ajuda de conhecidos para acomodação temporária.
Em meio às restrições, relatos apontam impacto econômico severo. A oferta de energia sofre com interrupções e, desde o início das hostilidades regionais recentes, há cortes de energia de várias horas por dia. Restaurantes permanecem fechados ou operam com dificuldades.
Profissionais de setores básicos enfrentam dificuldades para manter a renda. Motoristas de táxi e trabalhadores informais registram queda acentuada de rendimentos, enquanto muitos não conseguem retornar ao trabalho ou arcar com aluguel de moradias. A ansiedade por alimentação e moradia se intensifica.
O governo anunciou o remanejo de exames de seleção de funcionários civis para Lahore, a mais de 370 quilômetros de Islamabad. Estudantes, em especial mulheres, relatam dificuldades para viajar e custos adicionais, o que pode levar a ausências ou adiamentos.
Um funcionário sênior comentou que a cidade parece ter parado, refletindo o peso de decisões internacionais sobre o cotidiano. A impressão é de que a situação acabou por afetar quase todos os setores, em um estado de espera prolongada.
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