- A Venice Biennale divulgou a comissão de cinco integrantes que decidirá os Golden Lions da edição de 2026, com Solange Oliveira Farkas na presidência ao lado de Zoe Butt, Elvira Dyangani Ose, Marta Kuzma e Giovanna Zapperi.
- Farkas é fundadora da Videobrasil Biennial (1983) e dirige a Associação Cultural Videobrasil; já atuou como diretora do Museu de Arte Moderna da Bahia e organizou exposições de artistas como Isaac Julien e Sophie Calle.
- Elvira Dyangani Ose foi diretora do MACBA e deixou o cargo recentemente; atuou em Showroom, Creative Time e Tate Modern, além de coordenar a exposição itinerante “Project a Black Planet”.
- Marta Kuzma é professora na Yale School of Art e já integrou equipes curatoriais em Documenta 13; esteve à frente do Office for Contemporary Art Norway.
- A edição deste ano não terá o prêmio Lifetime Achievement devido à morte de Koyo Kouoh em 2025; a nomeação da comissão foi definida pelo conselho da Bienal.
A Venice Biennale confirmou a composição da comissão que escolherá os Leões de Ouro de 2026. A presidente é Solange Oliveira Farkas, com a participação de Zoe Butt, Elvira Dyangani Ose, Marta Kuzma e Giovanna Zapperi. A definição acontece dias após a morte de Koyo Kouoh, curadora hospedeira da edição.
Farkas é fundadora da Videobrasil (São Paulo, 1983) e dirige a Associação Cultural Videobrasil. Ela já atuou como diretora de museus e tem histórico de curadorias internacionais, incluindo mostras como Videobrasil. Butt atua como curadora independente, com enfoque em arte do Sudeste Asiático.
Elvira Dyangani Ose, ex-diretora do MACBA, em Barcelona, deixou o posto em 2025 após decisão da instituição sobre conflito de interesses. Kuzma é professora de arte na Yale School of Art e já atuou como professora e curadora em diversas instituições. Zapperi, professora de história da arte contemporânea na Universidade de Genebra, co-curou projetos sobre feminismo e vídeo.
Composição e atribuições da comissão
A cada edição, a comissão decide os Golden Lions para melhor participação nacional e para o melhor participante da exposição internacional. Também é possível conceder Leão de Prata a um jovem promissor e, em alguns casos, menções especiais a pavilões ou artistas, conforme o regimento.
Além disso, o Leão de Ouro de Carreira costuma ser definido pelo curador da Bienal, título que costuma ser anunciado antes da lista de artistas. Como Kouoh faleceu em 2025, a Bienal definiu o formato com uma equipe de cinco assessores curadurais, sob a direção do conselho da instituição.
Controvérsias e contexto institucional
A edição enfrenta debate público sobre a participação de Israel e Rússia, com a União Europeia criticando possíveis sanções e ameaçando cortar o financiamento de 2028. A situação ganhou atenção após a confirmação do line-up dos pavilões nacionais.
A cultura italiana também gerou controvérsia: Tamara Gregoretti, representante do ministério da cultura, pediu informações sobre a inclusão da Rússia e participou das discussões sobre a gestão da Bienal.
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