- Quinze migrantes sul-americanos expulsos dos Estados Unidos foram recebidos na República Democrática do Congo, onde permanecem em Kinshasa, após passarem seis dias no total entre voo e retenção.
- Eles afirmam ter passado vinte e sete horas dentro de um avião, com as mãos e pés algemados, antes de desembarcarem na RDC.
- Os cidadãos são colombianos, equatorianos e peruanos; estão alojados em um hotel próximo ao aeroporto sob vigilância policial e militar.
- A Organização Internacional para as Migrações oferece retorno voluntário assistido; alguns receberam visto de sete dias, com possibilidade de prorrogação, mas há risco de ficarem sem apoio após esse período.
- Kinshasa, megacidade com mais de dezessete milhões de habitantes, enfrenta problemas de infraestrutura, enquanto a chegada dos migrantes gera reação local e tensão entre as autoridades e os afetados.
Algemados e expulsos dos EUA, 15 migrantes sul-americanos foram enviados para a República Democrática do Congo. A chegada aconteceu na sexta-feira e os migrantes passaram cerca de 27 horas em avião com mãos e pés algemados, desembarcando em Kinshasa, sem previsão de liberação imediata.
Eles são colombianos, equatorianos e peruanos. A maioria afirma desconhecer o destino até a véspera da expulsão, que ocorreu a milhares de quilômetros do continente americano. A RDC passa a integrar o grupo de países que aceitam o envio de estrangeiros em situação irregular.
Desde a chegada, os 15 permanecem em um hotel próximo ao aeroporto de Kinshasa. O local abriga repostas de segurança com a presença de polícia, exército e possível participação de empresa privada, sem detalhes oficiais divulgados.
A Organização Internacional para as Migrações (OIM) informou que pode oferecer retorno voluntário assistido aos migrantes que solicitarem. O IMI também confirma apoio logístico aos que aceitarem o retorno.
Seis dos migrantes receberam visto de sete dias, com possibilidade de prorrogação por três meses. Relatos indicam pressão para aceitar o programa de retorno, sob risco de perder o apoio após o prazo inicial.
Os migrantes relatam doença, febre e problemas estomacais desde a expulsão. Eles dizem receber apenas atendimento básico e não ter direito a visitas. Eles descrevem as condições como desumanas e desencorajadoras.
Kinshasa, uma megacidade com mais de 17 milhões de habitantes, convive com carências básicas. Calçadas nervosas, trânsito caótico e limitações de água e energia são comuns, segundo observadores locais.
A situação gerou reação de setores da sociedade civil e usuários de redes sociais na RDC, que discutem o impacto humano de acordos migratórios com os EUA e as condições de acolhimento. A AFP acompanhou a história com relatos dos migrantes.
Fontes: agência AFP, com informações da OIM e autoridades locais. A redação continuará acompanhando desdobramentos sobre a situação na RDC e o acesso a serviços para os migrantes.
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