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Migrantes sul-americanos são expulsos dos EUA para a RDC

Migrantes sul-americanos expulsos dos EUA ficam em hotel em Kinshasa, RDC, com restrições e risco de permanência indefinida, enquanto avaliam retorno assistido

Hugo Palencia Ropero, 25 anos, cidadão colombiano expulso dos Estados Unidos, sentado do lado de fora de seu quarto em um hotel em Kinshasa em 22 de abril de 2026.
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  • Quinze migrantes sul-americanos expulsos dos Estados Unidos foram recebidos na República Democrática do Congo, onde permanecem em Kinshasa, após passarem seis dias no total entre voo e retenção.
  • Eles afirmam ter passado vinte e sete horas dentro de um avião, com as mãos e pés algemados, antes de desembarcarem na RDC.
  • Os cidadãos são colombianos, equatorianos e peruanos; estão alojados em um hotel próximo ao aeroporto sob vigilância policial e militar.
  • A Organização Internacional para as Migrações oferece retorno voluntário assistido; alguns receberam visto de sete dias, com possibilidade de prorrogação, mas há risco de ficarem sem apoio após esse período.
  • Kinshasa, megacidade com mais de dezessete milhões de habitantes, enfrenta problemas de infraestrutura, enquanto a chegada dos migrantes gera reação local e tensão entre as autoridades e os afetados.

Algemados e expulsos dos EUA, 15 migrantes sul-americanos foram enviados para a República Democrática do Congo. A chegada aconteceu na sexta-feira e os migrantes passaram cerca de 27 horas em avião com mãos e pés algemados, desembarcando em Kinshasa, sem previsão de liberação imediata.

Eles são colombianos, equatorianos e peruanos. A maioria afirma desconhecer o destino até a véspera da expulsão, que ocorreu a milhares de quilômetros do continente americano. A RDC passa a integrar o grupo de países que aceitam o envio de estrangeiros em situação irregular.

Desde a chegada, os 15 permanecem em um hotel próximo ao aeroporto de Kinshasa. O local abriga repostas de segurança com a presença de polícia, exército e possível participação de empresa privada, sem detalhes oficiais divulgados.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) informou que pode oferecer retorno voluntário assistido aos migrantes que solicitarem. O IMI também confirma apoio logístico aos que aceitarem o retorno.

Seis dos migrantes receberam visto de sete dias, com possibilidade de prorrogação por três meses. Relatos indicam pressão para aceitar o programa de retorno, sob risco de perder o apoio após o prazo inicial.

Os migrantes relatam doença, febre e problemas estomacais desde a expulsão. Eles dizem receber apenas atendimento básico e não ter direito a visitas. Eles descrevem as condições como desumanas e desencorajadoras.

Kinshasa, uma megacidade com mais de 17 milhões de habitantes, convive com carências básicas. Calçadas nervosas, trânsito caótico e limitações de água e energia são comuns, segundo observadores locais.

A situação gerou reação de setores da sociedade civil e usuários de redes sociais na RDC, que discutem o impacto humano de acordos migratórios com os EUA e as condições de acolhimento. A AFP acompanhou a história com relatos dos migrantes.

Fontes: agência AFP, com informações da OIM e autoridades locais. A redação continuará acompanhando desdobramentos sobre a situação na RDC e o acesso a serviços para os migrantes.

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