- O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, disse que o mundo está mais instável e que a aliança precisa de uma dissuasão nuclear crível, segura e eficaz.
- A declaração foi feita em participação virtual no simpósio anual da Otan sobre política nuclear, em Istambul, na Turquia.
- Rutte destacou que o aumento das tensões globais exige reforçar a dissuasão nuclear da Otan diante do cenário de segurança deteriorado.
- O dirigente avalia que decisões cruciais devem ser tomadas antes da cúpula da Otan em julho, em Ancara, para definir a postura nuclear coletiva.
- A Otan, com 32 países, mantém armas nucleares principalmente via Estados Unidos, Reino Unido e França, sob o guarda-chuva de segurança da aliança.
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, afirmou nesta quarta-feira que o mundo mais instável exige uma dissuasão nuclear da aliança que seja crível, segura e eficaz. A declaração foi feita durante participação virtual no simpósio anual da Otan sobre política nuclear, realizado em Istambul, na Turquia.
Rutte destacou que o aumento das tensões globais e a deterioração do ambiente de segurança obrigam os países membros a reforçar a capacidade de dissuasão nuclear, usada para dissuadir ataques por meio da ameaça de resposta militar. A mensagem central é a de manter a política nuclear da Otan atualizada diante do cenário internacional.
O líder da Otan ressaltou a necessidade de decisões cruciais antes da próxima cúpula da aliança, prevista para julho em Ancara, também na Turquia. Segundo ele, o objetivo é chegar à reunião com uma posição comum sobre a postura nuclear coletiva diante do agravamento das tensões globais.
A fala ocorre em meio a debates sobre o papel dos Estados Unidos na Otan. Recentemente, Rutte rebateu especulações sobre possível saída de Washington da aliança, após críticas de autoridades norte-americanas a aliados europeus pela participação na guerra no Irã. O conceito de guarda-chuva nuclear americano é citado como principal garantia de segurança para a Europa.
A Otan reúne 32 países e mantém armas nucleares como parte de sua defesa coletiva, com capacidades nucleares destacadas dos Estados Unidos, do Reino Unido e da França. A aliança procura manter a dissuasão aliada alinhada aos desafios de segurança atuais.
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