- O papa Leão quatorze, no último dia de uma viagem de quatro países pela África, criticou a desigualdade de renda e pediu aos fiéis que ajudem a reduzir a distância entre ricos e pobres, durante missa em Mongomo.
- Em Guiné Equatorial, país rico em petróleo, ele pediu que a população sirva ao bem comum em vez de interesses privados.
- Está programada a visita a um centro de detenção de segurança máxima em Bata, acusado por grupos de direitos humanos de abrigar presos políticos em condições precárias.
- Cerca de 100 mil pessoas se reuniram para ver o papa, com celebração na Basílica da Imaculada Conceição e apoio de multidão ao redor da cerimônia.
- A agenda ainda inclui visitas a Bata e encerra-se com a viagem internacional mais extensa já realizada por um pontífice, destacando que Leão quatorze é o primeiro papa americano a visitar a Guiné Equatorial desde 1982.
O papa Leão 14 encerrou nesta quarta-feira, 22, viagem de quatro países pela África, criticando a desigualdade de renda e cobrando ações para reduzir a distância entre ricos e pobres. O discurso ocorreu durante a passagem pela Guiné Equatorial, país rico em petróleo.
Em Mongomo, Basílica da Imaculada Conceição, o pontífice afirmou que o bem comum deve presidir as atitudes da população, em vez de interesses privados. A declaração foi feita durante a missa realizada no santuário da cidade.
A visita à Guiné Equatorial inclui a promessa de falar com presos de alto risco, devido a denúncias de abusos. Mais de 100 mil fiéis participaram, dentro e ao redor do local, segundo dados do Vaticano.
A viagem teve início com voo de cerca de 325 km entre Malabo, Bioko, e Mongomo, na fronteira com o Gabão. O trajeto integra uma agenda de três etapas, ainda com paradas em Bata, na costa oeste.
Prisões e direitos humanos
O papa planeja ouvir relatos de prisioneiros em uma casa de detenção de segurança máxima em Bata. Organizações de direitos humanos apontam condições abusivas e falta de acesso a advogados. O governo da Guiné Equatorial contesta as acusações.
Em Bata, Leão 14 deve visitar ainda um local ligado a explosões de 2021, que resultaram em mais de 100 mortes. O episódio foi atribuído pelo governo a armazenamento inadequado de munições; entidades de direitos humanos reivindicam investigação independente.
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