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Porta-aviões nuclear dos EUA chega ao Rio para missão

Porta-aviões nuclear USS Nimitz chega ao Rio para a Southern Seas 2026, evento que envolve dez países e fortalece a cooperação naval na região

O porta-aviões USS Nimitz, da Marinha Americana. Foto: Reprodução: Embaixada dos Estados Unidos no Brasil / Instagram
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  • O porta-aviões nuclear USS Nimitz chega ao Rio de Janeiro para a Operação Southern Seas 2026, com escala prevista na capital fluminense.
  • Com mais de 6 mil tripulantes a bordo, o navio pode levar até 90 aeronaves e tem velocidade superiores a 30 nós.
  • Construído em Newport News, nos Estados Unidos, é o primeiro da sua classe e mantém, desde 1975, atuação contínua na Marinha americana.
  • A missão envolve dez países, incluindo Argentina, Chile, Colômbia e Peru, e contará com o destróier USS Gridley acompanhando o Nimitz.
  • O porta-aviões figura entre as maiores máquinas de guerra e já inspirou produções de Hollywood, como o filme “The Final Countdown”.

O porta-aviões nuclear USS Nimitz, da Marinha dos EUA, chega ao Rio de Janeiro para a operação Southern Seas 2026. A missão envolve exercícios com dez países da América do Sul e ocorre em território brasileiro, com escala prevista na capital fluminense. O navio é um dos maiores de guerra em atividade no mundo e permanece em operação após quase cinco décadas.

Com deslocamento próximo de 100 mil toneladas e 330 metros de comprimento, o Nimitz abriga mais de 6 mil pessoas entre tripulação e ala aérea. O navio utiliza dois reatores nucleares e pode superar 30 nós, com capacidade para transportar até 90 aeronaves.

Além do poder de fogo, a embarcação possui sistemas de defesa avançados, radares de última geração e mecanismos de interceptação. A estrutura foi desenhada para ampliar alcance e resiliência, com melhorias em armazenamento de combustível e armamentos em relação a navios da classe anterior.

Detalhes da embarcação

O Nimitz foi construido no estaleiro Newport News, na Virgínia, na década de 1970. A classe introduziu avanços que moldaram a estratégia de operações navais da era da Guerra Fria, incluindo convés de voo inclinado e catapultas a vapor. Hangares separados ajudam no controle de incêndios e na organização das aeronaves.

O navio já passou por várias bases nos EUA e passou por modernizações, com reabastecimento nuclear concluído em 2001. A capacidade de operação permanece voltada a missões multifacetadas, como bloqueios, ataques aéreos e apoio a operações em terra, mar e ar.

Exercício Sul-Sul 2026

A Southern Seas 2026 é o maior exercício naval dos EUA na região desde 2007. Além do USS Nimitz, o destróier USS Gridley acompanhará a missão. Participam ainda forças de Argentina, Chile, Colômbia, Peru e outros países, com intercâmbio técnico entre especialistas e visitas de autoridades a bordo.

O objetivo declarado é o fortalecimento de parcerias marítimas e a cooperação em estratégias de defesa. O contra-almirante Carlos Sardiello, comandante das Forças Navais do Comando Sul dos EUA e da 4ª Frota, descreveu a operação como exemplo de colaboração para enfrentar ameaças comuns.

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