- Díaz-Canel afirmou que não teme guerra, destacando que a preparação militar é defensiva e visa a defesa da Revolução, da soberania e da independência.
- Em entrevista publicada na terça-feira, ele reiterou disposição de dialogar com os Estados Unidos, desde que haja respeito ao sistema político cubano, à soberania e à igualdade.
- Trump fez ameaças recentes; as negociações entre Cuba e EUA estariam em estágio inicial.
- Cuba recebe apoio internacional, destacando o Brasil como “nação irmã” e recebendo alimentos, insumos e suporte energético de diversos países.
- A ilha enfrenta apagões prolongados, com relatos de até trinta horas sem energia, afetando transporte, água, educação e saúde; aulas foram ajustadas para menos presenciais e maior uso de ensino a distância, e há mais de noventa e seis mil pessoas na fila para procedimentos.
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, reafirmou que não teme uma guerra com os Estados Unidos, mas reforçou a necessidade de preparação militar diante de apagões, escassez de combustível e sanções extremas. A afirmação foi feita em entrevista publicada pelo site Opera Mundi na terça-feira, 21, após declarações do então presidente norte-americano Donald Trump sobre Cuba.
Segundo Díaz-Canel, a preparação não tem caráter ofensivo, mas serve para defender a Revolução, a soberania e a independência do país. O líder cubano ressaltou que o diálogo com Washington continua, desde que seja com respeito ao sistema político cubano, à soberania e em condições de igualdade, sem imposições.
Na segunda-feira, 20, autoridades cubanas disseram ter mantido conversas com representantes dos Estados Unidos, em estágio inicial. A entrevista ocorreu em meio a uma política de pressão máxima contra Cuba, iniciada pela administração Trump no início de 2017, com cortes de petróleo e outras medidas.
Diálogo e endurecimento das pressões
Díaz-Canel destacou a disposição de Havana para o diálogo, mas com limites claros. O presidente ressaltou que as negociações devem respeitar a independência cubana e não podem exigir alterações no sistema político.
No campo externo, o governante elogiou o apoio de países como Brasil, China, Colômbia, México e Rússia, que têm enviado alimentos, insumos e apoio energético. Instituições internacionais também mobilizam recursos para assistência humanitária à ilha.
Impactos na vida cotidiana
Parte da entrevista foca nos impactos da política de bloqueio sobre a população. Díaz-Canel mencionou déficits energéticos que afetam atividades básicas e serviços. Ele citou casos de longos apagões, interrupções no abastecimento de água e dificuldades logísticas que complicam transporte e educação.
A organização das atividades escolares sofreu alterações, com redução de aulas presenciais e aumento do ensino à distância. Ainda assim, o acesso a plataformas educativas é prejudicado por falhas de energia durante os apagões. Em números citados, há uma lista extensa de pessoas aguardando procedimentos médicos.
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