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Rússia barra petróleo que abastece região industrial no leste da Alemanha

Rússia suspende o envio de petróleo cazaque pelo Druzhba à refinaria de Schwedt a partir de 1º de maio de 2026, elevando a incerteza no abastecimento alemão

Placa indicativa do terminal do oleoduto Druzhba, na Hungria; com vários milhares de quilômetros de extensão, ele atravessa a Ucrânia e transporta petróleo russo para o oeste da Europa.
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  • A partir de 1º de maio de 2026, a Rússia vai interromper o envio de petróleo do Cazaquistão pelo oleoduto Druzhba para a refinaria de Schwedt, no leste da Alemanha.
  • A Rosneft Deutschland, braço alemão da Rosneft, foi informada de que Moscou não autorizará mais o trânsito pelo trecho norte do Druzhba até a refinaria PCK.
  • Schwedt já recebia parte do petróleo kazakh por esse Oleoduto, que passa pela Rússia; a refinaria também recebe petróleo por Rostock e pelo terminal de Gdansk, reduzindo a dependência do Druzhba.
  • O ramal sul do Druzhba, que abastece Hungria e Eslováquia, ficou fora de operação após ataque aéreo em janeiro; reparos concluídos, porém ainda não está operando.
  • O governo alemão minimizou o impacto, afirmando que a decisão não compromete o abastecimento, ainda que existam desafios para a economia diante de tensões globais e do aperto nos preços de energia.

O governo alemão informou nesta quarta-feira que a Rússia vai interromper, a partir de 1º de maio de 2026, o envio de petróleo do Cazaquistão pela refinaria de Schwedt, no leste da Alemanha, via o oleoduto Druzhba. A medida amplia a incerteza nos mercados de energia diante das tensões globais.

A Rosneft Deutschland, braço alemão da estatal russa Rosneft, foi informada de que Moscou não autorizará mais o trânsito do petróleo cazaque pelo Druzhba até a refinaria PCK, responsável por abastecer parte do leste alemão. A decisão afeta o trecho norte da interligação.

Antes da invasão da Ucrânia, Schwedt operava majoritariamente com petróleo russo. O embargo da UE obrigou a refinery a buscar alternativas, com o Cazaquistão passando a figura central, ainda que o petróleo percorra a via russa.

Contexto econômico e impactos

A decisão ocorre em um momento de fragilidade para a economia alemã, que enfrenta pressões de preços de energia decorrentes do confronto entre Rússia e Ucrânia. Institutos alertaram para riscos de novo choque nos custos energéticos.

O governo de Berlim minimizou o impacto, dizendo que o abastecimento não ficará comprometido. Não houve estimativa oficial de perdas ou custos adicionais. Schwedt recebe também petróleo pelo porto de Rostock e pelo terminal de Gdansk.

Detalhes da operação e rotas alternativas

O anúncio diz respeito ao trecho norte do Druzhba, que leva petróleo do Cazaquistão à Alemanha. O ramal sul, que passa pela Ucrânia e abastece Hungria e Eslováquia, ficou fora de operação após um ataque russo em janeiro. Reparos teriam sido concluídos, com possível retomada futura do fluxo.

Desde setembro de 2022, as subsidiárias da Rosneft na Alemanha estão sob controle temporário do governo, mantidas fora de sanções dos EUA após a separação da matriz. As medidas visam manter a função operacional sem vincular as empresas ao regime russo.

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