- A Rússia vai interromper, a partir de 1º de maio, o envio de petróleo do Cazaquistão para a Alemanha pelo oleoduto Druzhba, segundo o vice-primeiro-ministro Alexander Novak.
- A medida atinge diretamente a refinaria PCK Schwedt, próxima a Berlim, que obtém cerca de 17% de seu petróleo desses embarques cazaques.
- Novak atribuiu a decisão a motivos técnicos, sem detalhar.
- Em dois mil e vinte e cinco, as exportações do Cazaquistão para a Alemanha via Druzhba somaram 2,146 milhões de toneladas; no primeiro trimestre de 2026 já foram 730 mil toneladas.
- O governo alemão diz não haver risco imediato de desabastecimento e busca compensar com outras rotas, como maior envio pelo porto de Gdansk, além de capacidade existente; a Agência Federal de Redes alerta para possíveis pressões de preço e acompanha a Rosneft, principal acionista da refinaria, com 54,17% de participação, ao lado de Shell (37,5%) e Eni (8,33%).
A Rússia anunciará a interrupção, a partir de 1º de maio, do envio de petróleo do Cazaquistão para a Alemanha pelo oleoduto Druzhba. A medida foi comunicada pelo vice-primeiro-ministro russo Alexander Novak, que citou motivos técnicos.
A refinaria PCK Schwedt, instalada próximo a Berlim, depende de parte do petróleo kazajo para abastecer o mercado da região. Aproximadamente 17% do seu petróleo vem desses embarques, segundo a gestão da planta.
O governo alemão informou que não haverá desabastecimento imediato. A resposta inclui o redirecionamento de cargas por outras rotas, como o porto de Gdansk, e o aproveitamento de capacidade disponível em linhas alternativas já em operação.
Impactos e contexto
Em 2025, as exportações kazakh para a Alemanha via Druzhba totalizaram 2,146 milhões de toneladas, cerca de 43 mil barris por dia, aumento de 44% em relação a 2024. No primeiro trimestre de 2026, chegaram a 730 mil toneladas, sinalizando a relevância da rota para a Alemanha.
A Agência Federal de Redes, reguladora de energia da Alemanha, admite possível pressão de preços em algumas regiões. O órgão afirma estar em contato com a Rosneft para mitigar os efeitos, enquanto a participação de controle sobre a Schwedt permanece com Rosneft (54,17%), ao lado de Shell (37,5%) e Eni (8,33%).
A Rússia mantém o Druzhba como eixo de exportação, mas não detalhou os motivos técnicos citados. O governo alemão passa a monitorar impactos no mercado de combustíveis e a coordenar medidas com importadores e fornecedoras locais.
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