- Pelo menos três navios porta-contêineres foram atingidos por tiros no Estreito de Ormuz, na quarta-feira, segundo fontes de segurança marítima e o UKMTO (Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido).
- Um navio com bandeira da Libéria sofreu danos após ser atingido por tiros e granadas; o capitão relatou abordagem de uma lancha da Guarda Revolucionária do Irã, mas todos os tripulantes estavam a salvo.
- O comandante do navio operado pela Grécia informou que não houve contato por rádio antes do ataque e que havia sido informado, previamente, de permissão para transitar pelo estreito.
- Um segundo navio porta-contêineres foi alvejado a cerca de 15 km a oeste do Irã; a embarcação, com bandeira panamenha, não sofreu danos e os tripulantes estão seguros.
- Um terceiro navio, com bandeira da Libéria, também foi alvo a cerca de 15 km a oeste do Irã durante a saída do estreito; a tripulação está em segurança e o navio parou na água. O estreito costuma movimentar cerca de um quinto do petróleo e gás natural liquefeito globais.
Pelo menos três navios porta-contêineres foram atingidos por tiros no Estreito de Hormuz nesta quarta-feira, segundo fontes de segurança marítima e o UKMTO, organismo das operações de comércio marítimo do Reino Unido. A ação ocorre em meio a restrições impostas pelo Irã a navios que passam pela rota.
O incidente envolveu três cargueiros com bandeiras diferentes. Um navio de bandeira da Libéria sofreu danos após ser alvejado por tiros e granadas lançadas por foguetes, a nordeste de Omã. A tripulação, no entanto, permanece a salvo e não houve incêndio nem dano ambiental reportado.
O capitão do navio liberto pelo Irã relatou ter sido abordado por uma lancha da Guarda Revolucionária. Em seguida, a embarcação foi alvejada sem contato prévio por rádio, segundo o UKMTO. Três pessoas estavam a bordo da lancha, conforme informação de autoridades de segurança.
AUKMTO também comunicou que um segundo navio porta-contêineres, com bandeira panamenha, foi alvejado a cerca de 15 km a oeste do Irã. O navio não sofreu danos e os tripulantes permanecem seguros, sem relatos de ferimentos.
Fontes adicionais indicaram que um terceiro cargueiro foi atingido na mesma região, também a aproximadamente 15 km a oeste do Irã, enquanto transitava para fora do Estreito. A embarcação libriana não sofreu danos e parou a salvo com a tripulação protegida, segundo as mesmas fontes.
As autoridades destacaram que, antes do início de tensões recentes, o Estreito de Hormuz movimentava cerca de 20% do suprimento mundial de petróleo e gás natural liquefeito, reforçando a importância estratégica da rota de navegação na região. A narrativa oficial aponta que as restrições iranianas surgem em retaliação a ações de bombardeio e bloqueios a portos iranianos, mas as informações permanecem sob verificação de órgãos internacionais.
As investigações para apurar responsabilidades seguem em andamento, com relatos conflitantes entre plataformas de segurança marítima e autoridades locais. Não houve confirmação de danos graves ou vazamento de óleo até o momento.
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