- A União Europeia avançou com um empréstimo de noventa bilhões de euros à Ucrânia, com votação prevista pelo Conselho da UE para quinta-feira, 23 de abril.
- A mudança de postura ocorre após a derrota de Viktor Orbán, que ficou no poder por dezesseis anos e chegou a bloquear o pacote em fevereiro.
- A retomada do transporte pelo oleoduto Druzhba, principal via de petróleo russo para Hungria e Eslováquia, ajudou a impulsionar o avanço do empréstimo.
- O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que o desbloqueio do pacote para dois anos já está em prática, e o presidente do Conselho da UE, António Costa, manifestou confiança na aprovação.
- O dinheiro deve financiar custos de guerra em 2026 e 2027, conforme negociações entre Kiev e Moscou seguem sem fim claro.
A União Europeia avançou com o saque de um empréstimo bilionário para a Ucrânia, na casa de 90 bilhões de euros (cerca de R$ 523,4 bilhões). O impulso ocorre após a derrota de Viktor Orbán nas eleições húngaras e diante de sinais de alinhamento maior de Budapeste com a posição de bloco ocidental sobre a guerra na Ucrânia. A aprovação do plano está prevista para esta quinta-feira (23/4).
A derrota de Orbán, que governou a Hungria por 16 anos, derruba uma das principais resistências do pacote de ajuda. O premiê foi responsável por bloquear parte das medidas de apoio à Ucrânia em 2023, influenciando o andamento do financiamento desde o anúncio original em dezembro de 2025. Com a mudança de governo, a Hungria tende a se alinhar aos demais Estados-membros da UE na pressão contra a Russia.
A reabertura do oleoduto Druzhba, principal vía de transporte de petróleo russo para Hungria e Eslováquia, também influenciou o cenário. Reparos concluídos e retomada das operações passaram a facilitar o desbloqueio do empréstimo, segundo relatos oficiais. O cumprimento de prazos depende do Conselho da UE e da conclusão dos trâmites administrativos.
Contexto político na UE e Zelensky
Volodymyr Zelensky anunciou, na terça-feira (21/4), que os reparos em Druzhba haviam sido concluídos e que a normalização do sistema poderia abrir espaço para a aprovação do empréstimo. O presidente ucraniano reiterou, em publicação nas redes sociais, que o acordo com a UE está em execução para liberar o financiamento de 90 bilhões de euros para dois anos.
Mobilização europeia e próximos passos
Nesta quarta (22/4), Zelensky comentou novamente o tema, destacando que o acordo está sendo implementado para destravar o suporte financeiro. O presidente do Conselho da UE, António Costa, manifestou confiança na aprovação, mencionando o apoio à Ucrânia em 2026 e 2027. A decisão final depende do parecer do Conselho da UE, presidido pela Chipre, que iniciou os trâmites formais para o plenario.
Desdobramentos para a Ucrânia e o conflito
O financiamento deverá cobrir custos da guerra contra a Rússia nos anos de 2026 e 2027, enquanto as negociações de paz permanecem estagnadas. A aprovação do empréstimo reforça o alinhamento da UE com Kiev e a continuidade do apoio, mesmo diante de dilemas estratégicos e energéticos na região. As informações foram confirmadas ao Metrópoles por interlocutores da UE no Brasil.
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