- Os Estados Unidos divulgaram um vídeo em português explicando a designação de grupos do narcotráfico latino-americano como organizações terroristas (FTOs), em meio a tensões com o Brasil sobre PCC e CV serem considerados terroristas.
- A mensagem foi veiculada pela porta-voz do Departamento de Estado, Amanda Roberson, destacando que cartéis do hemisfério operam com medo e violência para controlar comunidades e minar soberanias.
- A designação de um grupo como organização terrorista estrangeira é apresentada como ferramenta para bloquear ativos, impedir negociações com empresas norte-americanas e tipificar o apoio como crime.
- A medida visa restringir redes financeiras dos grupos e enviar mensagem de que Estados Unidos não toleram crime transnacional violento, incentivando parceiros a adotarem medidas semelhantes.
- A notícia acompanha o momento de tensão entre EUA e Brasil sobre a classificação do Primeiro Comando da Capital e do Comando Vermelho como organizações terroristas.
Os Estados Unidos divulgaram, nesta terça-feira, 21 de abril, um vídeo em português que explica a possível designação de grupos do narcotráfico latino-americano como organizações terroristas. A ação acontece num momento de tensão entre EUA e Brasil com relação às facções brasileiras PCC e CV.
A mensagem foi veiculada pela porta-voz em língua portuguesa do Departamento de Estado, Amanda Roberson. Ela descreve que cartéis que operam na região utilizam o medo e a violência para controlar comunidades, traficar drogas e atender aos seus interesses, desafiando a soberania de estados.
Segundo o vídeo, a designação de organizações narcoterroristas estrangeiras é uma ferramenta relevante para o combate ao crime transnacional, pois pode bloquear ativos, impedir transações com empresas estadunidenses e tornar ilegal o apoio a essas redes.
A estratégia visa sufocar as finanças dos grupos, conforme explicado pela porta-voz. Em relato relacionado, o governo norte‑americano tem considerado medidas semelhantes contra facções brasileiras, incluindo o PCC e o CV, com o objetivo de restringir suas atividades fora do país.
Roberson enfatiza que a etiqueta de FTO — Organização Terrorista Estrangeira — facilita ações das autoridades para desmantelar redes, interromper fluxos financeiros e sinalizar permanente apoio internacional a estratégias de combate ao crime violento.
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