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Alckmin afirma que retorno da Venezuela ao Mercosul deve ser rediscutido

Retorno da Venezuela ao Mercosul será rediscutido conforme novo governo, com possível reinserção após suspensão de dois mil e dezessete

O Vice-Presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, e a Ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Marina Silva, participam de uma coletiva de imprensa durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) em Belém, Brasil, 17 de novembro de 2025. REUTERS/Adriano Machado
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  • O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o retorno da Venezuela ao Mercosul deve ser discutido entre os membros, já que o país está suspenso desde 2017 por violar a cláusula democrática.
  • A suspensão ocorreu após a Venezuela ter passado por mudança de governo, com intervenção dos Estados Unidos e a posse de Delcy Rodríguez como presidente interina.
  • Em 16 de abril, o Fundo Monetário Internacional informou ter retomado relações com a Venezuela, com interlocução entre o FMI e o governo de Delcy.
  • Investidores passaram a adquirir títulos venezuelanos novamente, em expectativa de que a mudança de governo viabilize uma reestruturação da dívida interna, sustentada por novo programa do FMI.
  • O possível retorno ao Mercosul ocorreria junto da conclusão do acordo com a União Europeia, com aplicação provisória a partir de 1º de maio, visto como ganho para a sociedade pela abertura de mercados.

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta quarta-feira, 22, que a volta da Venezuela ao Mercosul precisa ser renegociada entre os membros do bloco. A Venezuela está suspensa desde 2017, por violação da cláusula democrática do acordo de participação. A declaração foi feita em Brasília, durante entrevista coletiva.

A mudança de governo na Venezuela, com a substituição de Nicolás Maduro pela presidente interina Delcy Rodríguez, é apontada como fator para reavaliação. A nova liderança tem buscado retomar laços com instituições ocidentais e parceiros estratégicos, conforme apresentado pela agenda do governo venezuelano.

FMI e impacto regional

No mesmo contexto, o FMI anunciou, em 16 de abril, que retomou relações com a Venezuela, com interlocução entre a diretora-gerente Kristalina Georgieva e o governo de Delcy Rodríguez. Investidores passaram a considerar reestruturação da dívida interna e novos programas financeiros.

O acordo Mercosul-UE, em andamento, deve entrar em aplicação provisória a partir de 1º de maio. Caso o retorno da Venezuela se confirme, o bloco poderá avançar junto ao maior acordo de livre comércio entre blocos, avaliado como ganho estratégico para a região.

Alckmin e ganhos econômicos

Alckmin destacou o potencial efeito positivo do acordo entre Mercosul e UE, descrito como ganho para a sociedade pela abertura de mercados e redução de tarifas. Ele ressaltou que a parceria pode ampliar a competitividade e favorecer o setor de biocombustíveis, citando a visita do presidente Lula à Europa para promover esse tema.

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