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Casa Branca afirma que Trump não fixou prazo para resposta do Irã

Casa Branca afirma que Trump não fixou prazo para resposta do Irã, enquanto o bloqueio naval permanece, podendo atrasar negociações

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | White House
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  • A Casa Branca informou que Donald Trump não estabeleceu prazo para o Irã apresentar uma proposta de paz; o cronograma será ditado pelo presidente, segundo a porta-voz Karoline Leavitt, na quarta-feira (22).
  • Leavitt afirmou que Trump está satisfeito com o bloqueio naval aos portos iranianos, sinalizando que não pretende interromper a operação.
  • O representante do Irã nas Nações Unidas, Amir Saeid Iravani, disse que o país só voltará às negociações se o bloqueio for encerrado, postura acompanhada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, que classificou o cerco como ilegal.
  • Ghalibaf afirmou que um cessar-fogo completo depende de interromper o bloqueio marítimo e da pressão econômica, além de exigir o reabrir do Estreito de Ormuz; o Irã contesta a ação.
  • O impasse com o bloqueio naval complica as negociações; a viagem do vice-presidente americano, J. D. Vance, ao Paquistão, para contato com autoridades iranianas, foi suspensa por Teerã não ter respondido se participaria do encontro.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não fixou prazo para que o Irã apresente uma proposta de paz, segundo a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt. A declaração ocorreu na quarta-feira (22), um dia após Trump prorrogar o cessar-fogo. A posição é que o cronograma depende do comando final do presidente.

Leavitt informou que o presidente está satisfeito com o bloqueio naval em Teerã e que isso pode dificultar as negociações. Ela reiterou que não houve confirmação de um prazo definitivo para recebimento de propostas iranianas e que o timing é decidido pelo presidente.

Desdobramentos

O representante do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, disse que o país retornará às negociações somente após o fim do bloqueio naval aos portos iranianos. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, também classificou o cerco marítimo como ilegal e defendeu a reabertura do Estreito de Ormuz como condição para qualquer acordo.

Ghalibaf ainda afirmou que um cessar-fogo pleno depende do fim do bloqueio e de evitar impactos na economia mundial. A autoridade iraniana pediu que os negociadores tenham plenos poderes para chegar a um acordo sem pressões externas.

A Casa Branca destacou que Trump não pretende interromper as operações portuárias, apesar das críticas internacionais. Segundo a assessora, o bloqueio contribui para pressionar o regime iraniano economicamente, e as cartas permanecem nas mãos do presidente.

A tensão diplomática também envolve a agenda dos EUA com o Paquistão. Na última terça, a viagem do vice-presidente J.D. Vance ao Paquistão, para encontros com autoridades iranianas, foi suspensa após Teerã não confirmar participação. Segundo fontes, o processo permanece em prática, com possibilidade de retomada conforme resposta iraniana.

Entre os antecedentes, o Irã sofreu um ataque coordenado entre EUA e Israel no fim de fevereiro, que resultou em mais de 500 mortos. Washington tem como objetivo limitar o programa nuclear iraniano, buscando mitigar riscos de armas. O Irã sustenta que seu programa tem fins civis e energéticos, não militares.

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