- A China está expandindo ilhas artificiais, com um projeto ainda mais audacioso: uma plataforma semissubmersível de casco duplo, de 78 mil toneladas, considerada a primeira ilha artificial móvel e autossustentável do mundo.
- A instalação tem capacidade para abrigar 238 pessoas por até quatro meses sem reabastecimento e pode resistir a explosões nucleares, segundo a publicação.
- A estrutura ampliaria a presença chinesa em oceanos disputados, permitindo patrulha diária em áreas a cerca de 1.850 quilômetros da costa, fortalecendo a presença na região do Mar do Sul da China.
- O projeto pode entrar em operação em 2028 e inclui recursos como pistas de pouso, radares, guerra eletrônica e instalações de mísseis, segundo analistas citados pelo The New York Times.
- Além disso, a China estaria construindo outra ilha em águas disputadas próximas ao Vietnã, reforçando a presença em uma rota marítima estratégica.
A China intensifica a expansão de ilhas artificiais como parte de sua estratégia geopolítica e militar. Um dos projetos mais ambiciosos em desenvolvimento é uma plataforma capaz de resistir a explosões nucleares, segundo o The New York Times. A construção envolve estruturas flutuantes com capacidade de autossustentação e abrigo para equipes, mesmo em situações extremas.
De acordo com o diário, a iniciativa pertence a um esforço chinês de ampliar presença em áreas disputadas no Mar do Sul da China. Países vizinhos contestam a soberania sobre grande parte da região, onde Pequim reivindica cerca de 90% do espaço marítimo. Em termos operacionais, a configuração prevista permitiria patrulha constante por parte de embarcações de fiscalização, da Marinha e da guarda costeira, a centenas de quilômetros da costa.
O projeto mais recente apresentado pelo NYT descreve uma plataforma semi-submersível de casco duplo, com 78 mil toneladas, considerada a primeira ilha artificial móvel e autossustentável do mundo. A instalação seria capaz de abrigar 238 pessoas por até quatro meses sem reabastecimento, ampliando a projeção de poder em oceanos disputados e apontando para operações ampliadas a partir de 2028.
Painéis de metamateriais, segundo pesquisadores citados, permitiriam transformar impactos extremos de explosões em compressões mais contidas, aumentando a resiliência da estrutura frente a ataques. A reportagem ressalta que a ideia envolve proteção contra cenários nucleares, mantendo tratamento de danos com tecnologia avançada.
Investimento em ilha próxima ao Vietnã
O The New York Times indica que a China também avança com uma ilha em águas próximas ao Vietnã, outra área de disputas estratégicas. Analistas ouvidos pelo veículo ressaltam que o conjunto, com pistas de pouso, radares e sistemas de guerra eletrônica, pode elevar o alcance operacional da Marinha e da Força Aérea chinesas, além de apoiar a Guarda Costeira e embarcações civis na presença regional.
Especialistas destacam que a retomada de obras desse porte surpreende diante de uma desaceleração observada entre 2013 e 2017, período em que Pequim ampliou mais de 20 instalações militares no Mar do Sul. As informações ressaltam o cenário de competição regional por rotas marítimas estratégicas, com impacto potencial sobre a segurança na região.
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