- Quatro brasileiros foram presos nos Estados Unidos, em Orlando, acusados de participar de um esquema de fraude migratória.
- O grupo teria movido cerca de US$ 20 milhões (aproximadamente R$ 100 milhões) com o golpe.
- Eles criaram uma falsa agência de imigração para oferecer serviços como vistos, pedidos de asilo e autorizações de trabalho.
- A maioria das vítimas era formada por brasileiros que buscavam regularizar a situação migratória nos EUA; o grupo não contava com advogados, apesar de vender serviços que exigem acompanhamento jurídico.
- Os investigados criavam e-mails falsos em nome das vítimas para controlar informações e evitar que tivessem acesso aos próprios processos, além de reter documentos e cobrar pagamentos adicionais para devolvê-los.
Quatro brasileiros foram presos nos Estados Unidos sob acusação de integrar um esquema de fraude migratória que movimentou cerca de US$ 20 milhões (aproximadamente R$ 100 milhões). O grupo atuava na cidade de Orlando, estado da Flórida.
Segundo as autoridades, os suspeitos criaram uma falsa agência de imigração para oferecer serviços como solicitação de vistos, pedidos de asilo e autorizações de trabalho. A maioria das vítimas era formada por brasileiros em busca de regularização.
A apuração aponta que o grupo não contava com advogados para representar os clientes, mesmo vendendo serviços que exigem acompanhamento jurídico. Também eram criadas contas de e-mail falsas em nome das vítimas para controlar informações.
Método e prejuízos
Além de cobrar pelos serviços, os investigados retinham documentos pessoais das vítimas e exigiam pagamentos adicionais para devolvê-los. Essa prática dificultava que os clientes denunciassem o esquema.
As autoridades estimam que o grupo tenha lucrado aproximadamente US$ 20 milhões com a fraude, reforçando o caráter de um dos maiores esquemas de fraude migratória já identificados nos Estados Unidos.
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