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Conferência na Colômbia aborda redução do uso de combustíveis fósseis

Conferência em Santa Marta reúne sessenta governos para discutir transição global longe dos combustíveis fósseis e o Mapa do Caminho

Vista aérea de Santa Marta, na Colômbia — Foto: Getty Images
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  • Cerca de sessenta governos nacionais e locais, povos indígenas, comunidades tradicionais, organizações e cientistas participam da 1ª Conferência Internacional sobre Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis, em Santa Marta, Colômbia, a partir de sexta-feira (24).
  • O objetivo é construir subsídios para o Mapa do Caminho para uma transição energética que reduza a dependência de combustíveis fósseis.
  • A programação é organizada em três eixos: superação da dependência econômica, transformação da oferta e da demanda, e promoção da cooperação internacional e diplomacia climática.
  • O evento prevê a formação de uma coalizão de países para compartilhar experiências e iniciativas financeiras, fiscais e regulatórias, além de lançamento do Painel Científico para Transição Energética e de uma assembleia de pessoas; a Cúpula de líderes ocorre nos dias 28 e 29 de abril.
  • O Mapa do Caminho foi lançado pelo Brasil em novembro de 2025 na COP vinte e três, com apoio de países como Austrália, Canadá, México, Noruega e União Europeia; Estados Unidos, China e Índia sinalizaram não participar.

A Conferência Internacional sobre Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis começa nesta sexta-feira, 24, em Santa Marta, na Colômbia. O encontro reúne representantes de cerca de 60 governos nacionais e locais, povos indígenas, comunidades tradicionais, organizações sociais, cientistas e diplomatas, com o objetivo de avançar em uma transição energética menos dependente de combustíveis fósseis.

Promovida pelos governos da Colômbia e da Holanda, a conferência não funciona como órgão de negociação nem substitui a UNFCCC. O formato busca debates horizontais e democráticos, voltados a subsidiar a construção de um Mapa do Caminho para a transição energética global.

Contexto e participantes

Os organizadores destacam que o evento pretende mapear caminhos práticos para reduzir a dependência de fósseis e estimular ações nacionais. Entre os participantes, estavam Estados e municípios, além de representantes de comunidades que atuam em conservação, ciência e sociabilização de políticas climáticas.

A programação prevê debates em três eixos: superar a dependência econômica, transformar a oferta e a demanda e promover cooperação internacional e diplomacia climática. Também está prevista a formação de uma coalizão de países dispostos a trocar experiências e iniciativas já implementadas.

Programação e desdobramentos

A agenda inclui diálogos setoriais, a inauguração de um Painel Científico para Transição Energética e uma assembleia de cidadãos. Nos dias 28 e 29 de abril, ocorre a Cúpula de líderes, encerrando a Plenária Geral.

O Mapa do Caminho foi lançado pelo Brasil em novembro de 2025, durante a COP30 em Belém. A proposta visa uma estratégia global para reduzir a dependência de combustíveis fósseis, com previsão de conclusão até a COP31, em Antália, Turquia.

Perspectivas internacionais

Desde o lançamento, países como Austrália, Canadá, México, Noruega e a União Europeia apoiam a ideia de um mapa global. Entre os principais emissores de divergência estão Estados Unidos, China e Índia, que sinalizaram participação parcial ou ausência.

O governo brasileiro, na função de atual presidência da COP, analisa contribuições recebidas até 10 de abril. Organizações da sociedade civil, incluindo povos indígenas e redes nacionais, manifestaram apoio à iniciativa, destacando impactos locais e globais da transição.

Observações e impactos locais

Especialistas destacam que a região amazônica ganha relevância simbólica para a discussão, dada a importância climática do ecossistema. Observadores enfatizam a necessidade de barrar avanços da indústria fóssil na região para evitar danos ambientais e sociais.

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