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Estoques de mísseis e drones dos EUA e Irã após quase dois meses de guerra

Estoque de mísseis e drones de Estados Unidos e Irã cai quase pela metade em dois meses de conflito, com reposição prevista entre três e cinco anos, aponta CSIS

Dois mísseis iranianos expostos em museu em Teerã.
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  • Análise do CSIS e autoridades dos EUA apontam redução significativa nos estoques estratégicos: em sete semanas, pelo menos quarenta e cinco por cento dos mísseis de ataque de precisão foram usados, pelo menos metade dos mísseis THAAD e quase cinquenta por cento dos interceptores Patriot.
  • O Pentágono havia autorizado expansão da produção de mísseis, mas o cronograma de reposição é de três a cinco anos; os estoques já eram baixos antes da guerra devido a envio de armas a aliados como Ucrânia e Israel.
  • O presidente Donald Trump afirmou que os EUA não estão ficando sem armamento, mesmo solicitando financiamento adicional; destacou que há munições, especialmente de alta tecnologia, sendo preservadas.
  • Do lado do Irã, o governo dos EUA afirma ter reduzido em noventa por cento a capacidade de mísseis balísticos e drones; Israel diz ter atingido mais de setenta por cento dos lançadores iranianos.
  • Uma reportagem da CBS News indica que o Irã pode ter mais capacidade do que o governo norte‑americano admite, estimando que cerca de metade do arsenal de mísseis balísticos e sistemas de lançamento ainda está intacta, com parte armazenada em cavernas e bunkers. Também aponta queda no total de lançamentos e limitações na defesa aérea.

Após quase dois meses de conflito, uma análise do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) e autoridades dos EUA indicam quedas significativas nos estoques de armamentos considerados estratégicos, como mísseis avançados, de ambos os lados.

Segundo o CSIS, as forças norte‑americanas mobilizaram grande parte de seus recursos. Nas últimas sete semanas, pelo menos 45% dos mísseis de ataque de precisão foram usados, metade dos mísseis THAAD e quase 50% dos interceptores Patriot. O relatório aponta que o cronograma de reposição deve levar de três a cinco anos.

O estudo também mostra que, mesmo diante de estoques reduzidos, o Pentágono assinou acordos para ampliar a produção de mísseis antes do conflito. No entanto, a reposição depende de contratos e da capacidade de cadeia de suprimentos, com impactos ainda incertos no tempo de entrega.

Situação no Irã

O governo dos EUA afirma ter reduzido em 90% a capacidade de mísseis balísticos e drones do Irã, e Israel sustenta ter atingido mais de 70% dos lançadores iranianos. O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, destacou, no início de abril, que as Forças Armadas iranianas haviam sido “dizimadas” e ficaram inoperantes em combate por anos.

Por outro lado, uma reportagem da CBS News publicou que o Irã pode manter capacidade considerável. Autoridades americanas citadas pela emissora estimam que cerca de metade do arsenal de mísseis balísticos e sistemas de lançamento continua ativo, com alguns equipamentos possivelmente armazenados em cavernas ou bunkers.

O levantamento também aponta queda no número de lançamentos de mísseis e drones ao longo do conflito, além de sinais de limitação na defesa aérea, como demonstrado por sobrevoos de bombardeiros B-52 sem interceptação firme.

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