- EUA estão desenvolvendo novos planos para atacar capacidades iranianas ao redor do Estreito de Ormuz, caso o cessar-fogo seja rompido.
- As opções incluem ataques a pequenas lanchas rápidas, navios lança-minas e outros ativos assimétricos usados por Teerã para controlar as vias navegáveis.
- Os planos preveem ataques dinâmicos próximos ao Estreito de Ormuz, ao sul do Golfo Pérsico e ao Golfo de Omã, com foco nas vias de navegação estratégicas.
- Também há possibilidade de atingir infraestrutura de energia e alvos de dupla utilização, além de considerar ações contra líderes militares iranianos.
- O cessar-fogo suspendeu ataques em 7 de abril e, apesar disso, as forças norte-americanas mantêm opções em aberto; há presença de navios dos EUA no Oriente Médio e bloqueio de portos iranianos.
O Pentágono avalia novas opções de atuação contra capacidades iranianas no Estreito de Ormuz caso o cessar-fogo com o Irã seja rompido. As propostas, ainda sob estudo, se concentram em ataques dinâmicos nas vias navegáveis cruciais. O objetivo é responder a bloqueios que afetam o tráfego marítimo e a economia global.
Fontes próximas ao tema indicam que o foco seria reduzir a efetividade de pequenas lanchas rápidas, navios lança-minas e outros ativos que ajudam Teerã a controlar o estreito, o sul do Golfo Pérsico e o Golfo de Omã. Tais ações refletiriam uma resposta aos riscos de obstrução do tráfego marítimo.
As discussões envolvem diferentes cenários, incluindo a possibilidade de atacar infraestruturas de dupla utilização e equipamentos militares remanescentes. O objetivo seria manter pressão estratégica sem precedentes para levar as negociações de volta a um formato diplomático, segundo autoridades familiarizadas com o planejamento.
Mudanças no cenário estratégico
Segundo as fontes, as novas opções incluem ataques contra capacidades iranianas situadas próximas às rotas de navegação. A ideia é concentrar ações em áreas vulneráveis ao redor do estreito, sem excluir ataques a ativos dispersos pelo Golfo. O planejamento envolve avaliação de riscos para civis e impactos regionais.
Analistas ressaltam que, mesmo com o aumento do alcance do fogo, não há garantia de reabertura imediata do estreito apenas com bombardeios. Avaliações de inteligência apontam que parte das defesas iranianas permanece operacional e poderia reagir de forma dispersa.
Entre as alternativas discutidas, há também a possibilidade de mirar lideranças e entidades consideradas obstrutoras das negociações. Autoridades ressaltam que movimentos nesse sentido requerem critérios claros para evitar escalada descontrolada.
O governo americano tem mantido que todas as opções permanecem em aberto e que ações dependerão do andamento diplomático. O objetivo, segundo fontes, é pressionar o Irã a retornar a negociações, sem revelar planos operacionais específicos.
Mais cedo, o secretario de Defesa reconheceu deslocamentos de ativos iranianos para novas posições durante o cessar-fogo e sinalizou que, caso o Irã rejeite um acordo, podem ocorrer ataques direcionados. A imprensa também informou sobre a presença de navios militares dos EUA no Oriente Médio, incluindo porta-aviões.
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