- Os Estados Unidos dizem que não impedem a participação do Irã na Copa do Mundo de 2026, que começa em 11 de junho e será realizada nos Estados Unidos, no México e no Canadá.
- O secretário de Estado, Marco Rubio, afirma que as restrições costumam alcançar pessoas ligadas à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e não os jogadores iranianos.
- Rubio disse que não será permitida a entrada de indivíduos ligados ao IRGC que se apresentem como jornalistas ou membros de comissão técnica.
- O presidente Donald Trump afirmou que o governo não quer prejudicar os atletas.
- O Irã chegou a pedir à Fifa para transferir jogos da fase de grupos para o México, pedido negado; a tensão na região persiste com um cessar-fogo frágil.
O governo dos Estados Unidos informou que não se opõe à participação do Irã na Copa do Mundo de 2026, mas pretende impedir a entrada de pessoas ligadas à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). A declaração foi feita nesta quinta-feira (23) pelo secretário de Estado, Marco Rubio.
Rubio explicou que a preocupação não envolve os jogadores iranianos, mas algumas pessoas associadas ao IRGC que poderiam acompanhar a delegação. Segundo ele, pode haver restrições à entrada de indivíduos que tenham vínculos com o grupo.
O presidente Donald Trump também ressaltou que o objetivo não é prejudicar os atletas. A Copa do Mundo de 2026 ocorrerá entre 8 de junho e 28 de julho, com jogos nos Estados Unidos, México e Canadá. A abertura e a maior parte das partidas ocorrerão nos EUA.
Ainda segundo o secretário, a medida visa evitar a entrada de pessoas que se apresentem como jornalistas ou membros de comissão técnica, mas que tenham ligações com o IRGC. O governo classifica o IRGC como organização terrorista estrangeira.
Não há indicação de que o Irã seja excluído do torneio ou que haja planos de mudança de formatos. O país já havia pedido à Fifa a transferência de alguns jogos da fase de grupos para o México, solicitação que foi negada pela entidade.
A tensão na região acompanha o anúncio, em meio a um contexto de conflito entre EUA, Israel e Irã. O cessar-fogo vigente há pouco mais de duas semanas não foi suficiente para reduzir todas as hostilidades, resultando em saldo de mortos e deslocados.
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