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EUA monitoram processo contra pastor que pregou João 3.16

EUA monitoram processo contra pastor norte-irlandês de 77 anos por violar as Zonas de Acesso Seguro ao pregar perto de hospital; condenação pode resultar em antecedentes e multa de até 2.500 libras

Mensagem sobre João 3.16 rende processo a pastor
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  • O pastor Clive Johnston, de 77 anos, é processado em Coleraine por violar a Lei de Zonas de Acesso Seguro ao pregar perto de um hospital que realiza abortos, em quinze de julho de 2024.
  • A pregação ocorreu em área gramada separada da clínica por uma via expressa; cerca de doze pessoas participaram, com cânticos e uma cruz de madeira.
  • Johnston é acusado de influenciar pessoas que buscavam serviços no hospital e de não cumprir ordem policial para deixar o local; não há acusação de obstrução ou assédio, e a pena pode chegar a até £ 2.500.
  • O governo dos Estados Unidos acompanha o caso e afirmou monitorar leis de liberdade de expressão na Europa; autoridades americanas já comentaram sobre casos semelhantes e a liberdade de expressão no Reino Unido.
  • A Lei de Zonas de Acesso Seguro entrou em vigor em setembro de 2024 na Irlanda do Norte, gerando debates sobre liberdade religiosa e de expressão; Johnston conta com apoio do Instituto Cristão.

O governo dos Estados Unidos acompanha o processo contra Clive Johnston, pastor norte-irlandês de 77 anos, acusado de violar a Lei de Zonas de Acesso Seguro ao realizar uma pregação ao ar livre baseada em João 3:16, nas proximidades de um hospital que realiza abortos. O caso tramita no tribunal de magistrados de Coleraine.

Johnston, aposentado de Strabane e ex-presidente da Associação de Igrejas Batistas da Irlanda, enfrenta duas acusações. O segundo dia de audiência estava previsto para esta semana, segundo o The Telegraph. Caso condenado, ele pode ter antecedentes criminais e pagar multa de até 2.500 libras.

A pregação ocorreu em 7 de julho de 2024, em área gramada separada do Hospital Causeway por uma via expressa. Cerca de doze pessoas participaram, com cânticos e uma cruz de madeira. Johnston citou João 3:16 durante a mensagem.

Zona de Acesso Seguro

Os autos não indicam menção ao aborto durante a pregação, nem presença de cartazes ou manifestações no local. Ainda assim, ele é acusado de tentar influenciar pessoas que buscavam serviços no hospital e de não atender à ordem policial para deixar a área. Não há acusação de obstrução.

A Lei de Serviços de Aborto, vigente desde 2022, estabelece zonas de 100 a 150 metros ao redor de clínicas e hospitais na Irlanda do Norte, proibindo ações como influenciar, filmar ou causar alarme nesses espaços.

Um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA afirmou acompanhar casos ligados a essas leis e à liberdade de expressão na Europa. O governo americano reiterou preocupação com a atuação regulatória no Reino Unido e no continente.

Casos semelhantes vêm sendo acompanhados por autoridades dos EUA, que já passaram a avaliar ações de proteção a cidadãos britânicos processados por questões de expressão. Em debates internacionais, o tema é citado como indicativo de debates sobre liberdade de fé e expressão.

Simon Calvert, do Instituto Cristão, disse que o caso levanta questões relevantes sobre liberdade religiosa. Ele afirmou que pregar o evangelho perto de um hospital não deve ser confundido com protesto, destacando que anunciar as boas novas não equivale a manifestação contra o aborto.

Segundo fontes do Christian Post, as zonas de segurança entraram em vigor em setembro de 2024 na Irlanda do Norte, alinhando a região a normas já adotadas na Inglaterra, Escócia e País de Gales. Casos envolvendo oração silenciosa têm levado a debates sobre liberdade de expressão.

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