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EUA pressionam Iraque a desarticular milícias xiitas pró-Irã

EUA pressionam o Iraque a desarticular milícias pró-Irã, com suspensão de remessas entre US$ 450 milhões e US$ 500 milhões e redução da cooperação de segurança

Vista aérea de Bagdá, Iraque, 11 de agosto de 2021. REUTERS/Thaier Al-Sudani
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  • Os EUA suspenderam uma remessa de US$ 500 milhões destinada ao Iraque e reduziram, parcialmente, a cooperação de segurança com Bagdá, para pressionar o desmantelamento de milícias xiitas pró-Irã.
  • A medida ocorre em meio a ataques de grupos alinhados a Teerã, com drones e foguetes contra alvos dos EUA e do Golfo, elevando o risco de envolvimento do Iraque em conflitos regionais.
  • O fluxo afetado envolve remessas em moeda física, entre US$ 450 milhões e US$ 500 milhões, enviadas periodicamente por via aérea a Bagdá; transferências eletrônicas para comércio e importações teriam sido preservadas.
  • O sistema financeiro iraquiano é legado da invasão de 2003, com receitas de petróleo canalizadas pelo Federal Reserve (Fed) de Nova York ao Banco Central do Iraque.
  • Além das restrições financeiras, Washington também teria reduzido cooperação militar e de inteligência, incluindo compartilhamento de informações e reuniões com forças locais, sob pressão para conter as milícias no Iraque.

Os Estados Unidos acionaram medidas para pressionar o Iraque a desarticular milícias xiitas pró-Irã, aumentando a pressão com restrições financeiras e redução de cooperação de segurança. A ação ocorreu em meio a uma escalada de ataques de grupos alinhados a Teerã contra alvos dos EUA e de países do Golfo.

Segundo fontes da Reuters, os EUA suspenderam uma remessa de cerca de US$ 500 milhões destinada ao Iraque e interromperam parte da cooperação em segurança com Bagdá. O objetivo é enfrentar as milícias que atuam no território iraquiano e que são responsabilizadas por ataques a instalações diplomáticas e militares.

As medidas financeiras incluem a suspensão de remessas em moeda física entre US$ 450 milhões e US$ 500 milhões, enviadas periodicamente por via aérea a Bagdá. As transferências eletrônicas ligadas a comércio e importações não teriam sido afetadas. O fluxo ocorre dentro de um sistema financeiro criado após a invasão de 2003, quando o Fed de Nova York canalizou receitas do petróleo ao Banco Central do Iraque.

Desdobramentos e motivações

Washington informou a Bagdá, por canais oficiais, de que não tolerará a continuidade da atuação impune das milícias xiitas pró-Irã no país. Grupos deste segmento são apontados como responsáveis por ataques a instalações diplomáticas e militares dos EUA no Iraque e na região.

Além da pressão financeira, o governo americano teria reduzido a cooperação militar e de inteligência com o Iraque, incluindo o compartilhamento de informações operacionais e a suspensão de reuniões com forças locais. A medida ocorre em meio a protestos de países vizinhos, como Arábia Saudita, Emirados Árabes e Kuwait, que também desejam conter a atuação dessas milícias.

Pessoas próximas às autoridades iraquianas indicam que a continuidade do apoio a um governo local dependerá da capacidade de conter as milícias. O Iraque é considerado aliado estratégico na luta contra o Estado Islâmico, o que torna o equilíbrio entre cooperação e pressão um ponto sensível para a política regional.

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