- Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã, foi atingido por um líquido vermelho em Berlim após uma coletiva de imprensa, enquanto caminhava pela calçada.
- A equipe dele afirmou que o líquido era molho de tomate; o suspeito foi detido pela polícia e a identidade e motivação não foram divulgadas.
- A visita a Berlim teve como objetivo conseguir apoio europeu para uma eventual mudança de regime no Irã; não havia planos de reunião com o governo alemão.
- A polícia de Berlim mobilizou cerca de oitocentos agentes para cobrir manifestações pró e contra Pahlavi durante a estadia.
- Em coletiva, Pahlavi pediu intervenção humanitária dos Estados Unidos e criticou o cessar-fogo, dizendo que o regime iraniano está em fragilidade; o encontro com o governo alemão não ocorreu.
O exilado Reza Pahlavi, herdeiro da dinastia iraniana, foi atacado com um líquido vermelho em Berlim nesta quinta-feira, 23 de abril. O incidente ocorreu enquanto ele caminhava pela cidade após uma coletiva de imprensa. A equipe dele informou que o líquido era molho de tomate. Não houve feridos.
Segundo a polícia, o agressor foi detido logo após o ataque. A identidade do suspeito não foi divulgada e a motivação não foi esclarecida pela investigação inicial. O convidado da coletiva continuou o passeio pela região após o incidente, sem alterações em sua agenda.
Pahlavi esteve em Berlim para buscar apoio a uma mudança de regime no Irã, sem encontro oficial com representantes do governo alemão. A visita coincidiu com manifestações da diáspora iraniana em frente a locais públicos e no entorno do prédio da coletiva.
Contexto da visita
Em Berlim, o exilado buscava contatos com deputados alemães para pressionar o governo a abandonar a política de aproximação com Teerã, conforme afirmou. Até o momento, não havia planos de reunião com membros do governo federal.
A polícia de Berlim mobilizou cerca de 800 agentes para a segurança dos eventos, com relatos de protestos a favor e contra Pahlavi. A oposição monarquista no exílio atua pela formação de um governo de transição no Irã.
Pahlavi, de 65 anos, vive no exílio nos Estados Unidos desde a Revolução de 1979. Durante a coletiva, ele defendeu o uso de intervenção humanitária dos EUA e criticou o cessar-fogo que, na visão dele, deixa o regime iraniano mais forte.
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